Rose RosaRede social
“Poderia estar morta nessa hora, mas Deus quis que eu estivesse aqui”, disse Rose, com as mãos enfaixadas. Segundo ela, foram 19 perfurações profundas pelo corpo, além de lesões graves nas mãos, causadas enquanto tentava se defender do agressor. “O médico falou que não sabe como esse meu dedo não caiu. Eu podia ter perdido os movimentos”, contou.
Durante o desabafo, Rose relembrou o momento em que foi atacada dentro do prédio onde morava, no Centro de Cabo Frio, e agradeceu às pessoas que a ajudaram logo após o crime. “Eu tenho que agradecer imensamente a Deus, aos vizinhos do condomínio, ao zelador que foi correndo chamar o Corpo de Bombeiros, à polícia militar, à Patrulha Maria da Penha, à Secretaria de Saúde e a todos os hospitais e profissionais que me atenderam”, afirmou.
Visivelmente emocionada, ela também destacou o apoio que vem recebendo desde o dia do crime. “Eu me senti tão amada. Não tinha noção disso. Isso faz a gente ter força pra continuar”, disse.
Rose fez questão de citar o acolhimento que recebeu de representantes da OAB de Cabo Frio, da Câmara Municipal e de amigos e ex-alunos, que a visitaram no hospital.
O agressor, Alexu Rosa, ex-companheiro da vítima, se entregou à polícia na noite de quarta-feira (5), quase 48 horas após o ataque. Ele foi preso na DEAM de Cabo Frio, onde preferiu permanecer em silêncio durante o interrogatório, e foi encaminhado ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça.
Rose segue em casa, em processo de recuperação, e deve continuar recebendo acompanhamento médico e psicológico.

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