Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
São ondas que se movem na infinitude, no infinito periódico da manifestação, o eterno movimento que se agita de tempos em tempos. Enquanto isso, o homem segue se apresentando neste palco de ilusões, tomando-o como realidade. O homem, mestre da inconsciência, o homem, este que se mete no mundo achando que o controla, enquanto é só uma peça impotente da engrenagem.
Quão pouco sabemos daquilo que nos move, que nos envolve! O que se sabe, digamos, dos elementos da natureza e da influência que exercem sobre nós? E o que dizer dos elementais que estão por trás dos elementos? Tudo o que vive tem uma alma.
O universo invisível é muito maior do que o visível. O que sabemos da grande hierarquia de seres que dirigem a evolução do nosso sistema solar? Como imaginá-los?
O que existe de fato nos dogmas religiosos e além deles? Por que todos aqueles que querem nos esclarecer, são punidos? Por que a verdade assusta tanto? Se é verdade que a verdade liberta e se punimos quem nos mostra a verdade, significa que vivemos presos em um mundo de aparências, acreditando que isso é o certo, e sem pensar nas consequências que nos aguardam.
E se pararmos para refletir impessoalmente sobre as estruturas governamentais, quantos, de fato, trabalham para beneficiar os cidadãos como um todo?
Quem acredita que é no silêncio que se pode ouvir muitas respostas? A ignorância faz muito barulho e nos distrai do essencial.
Às vezes, em momentos de rara inspiração, podemos nos dar conta de que estamos perdidos, e esta é a melhor horar para mudar a direção de nosso barco, antes que ele encalhe irremediavelmente.
Parar é preciso, ouvir é preciso, caminhar é preciso. O caminho é único para cada um, pois a jornada se passa dentro de nós. Caminhemos. Confiemos. Podemos. Vamos!

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