Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
O jornalista Vicente Limongi tem as marcas da coragem e da fidelidade. Um lutador das causas que abraça, sendo nas últimas décadas de intensa presença em Brasília e um incansável defensor de seu Amazonas natal e seus grandes filhos.
A propósito deste Mundial de Clubes, que animou o futebol e deu alegrias ao brasileiro, sugeriu que o certame conferisse ao campeão troféu com o nome de João Havelange, o brasileiro que se tornou o nome maior do futebol no mundo.
Realmente foi Havelange que, na presidência da Confederação Brasileira de Desportes – depois de Futebol –, deu ao nosso país três copas do mundo. Depois, em mais de dez anos à frente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), fez o esporte movimentar bilhões de dólares ao redor do mundo, integrou África e Ásia ao esporte nascido na Inglaterra e se tornou paixão nos países latinos. A habilidade, o talento e a liderança de João Havelange são incontestáveis. Tanto sucesso, como não poderia deixar de ser, despertou invejas de toda natureza, mas sem prosperar diante das evidências do crescimento do futebol a nível mundial.
O brasileiro, de família francesa, revelou-se, desde jovem, atleta e empresário, o que se denomina de Grande Senhor, pela educação esmerada, cultura, elegância. Será sempre lembrado, e bem lembrado, enquanto seus detratores já sumiram no anonimato das pessoas menores, ressentidas, que são movidas pela inveja e a frustração, pela mediocridade que os aprisiona.
Limongi tem uma boa coleção de admirações e tem colaborado para o reconhecimento de muitos notáveis brasileiros. No jornalismo mesmo, não esquece de fazer lembrado Hélio Fernandes, um dos cinco maiores no século passado, na história recente, e é admirador das qualidades humanas e de homem público do presidente José Sarney, outra vítima de invejosos. Faz justiça de Fernando Collor como o presidente que modernizou o Brasil. Como amazonense, mantém acesa a chama da admiração pelo notável Bernardo Cabral, outro nome de relevância na vida pública e no mundo jurídico brasileiro.
Roberto Campos costumava lembrar de que certa vez indagou a um membro do Conselho do Prêmio Nobel o motivo de não termos tido um brasileiro ali laureado, sendo o país rico de benfeitores em diferentes setores da sociedade. Ouviu de resposta que os brasileiros nunca se uniam em torno de um indicado, surgindo sempre críticos. Havelange merecia o Nobel do desporto.
Nada mais oportuno do que o Brasil endossar a feliz lembrança do bravo jornalista, militante incansável de boas causas, quando vivemos também um momento de desgaste pelos reiterados equívocos de nossa política externa, sempre do lado errado.



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