Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Aristóteles Drummond
O pluralismo, enfim, chegou a militâncias políticas no mundo. Não só pelas redes sociais, mas pela presença de importantes segmentos da sociedade, até então sem voz na política. A esquerda embora ainda influente não tem mais o monopólio das mídias.
Com a redemocratização promovida pelas redes sociais os setores mais à esquerda passaram a atuar através de entidades corporativas reunidas em entidades como o Foro de São Paulo, de âmbito continental, berço do bolivarianismo instalado na Venezuela, Nicarágua e Colômbia. Os segmentos do chamado centro democrático estão ganhando relevância em partidos políticos pelo mundo. Centro e direita já seriam majoritários em muitas democracias, apesar de nem sempre formarem alianças pela demonização da centro direita como extrema direita, como em Portugal, França.
A vitória eleitoral do conservadorismo democrático com as eleições na Itália, Portugal e França provocou o ressurgimento espontâneo de entidades que estavam atuando de maneira muito discreta, sem espaços para transmitir o pensamento liberal, conservador e mais voltado para questões como a segurança, a ordem pública, o progresso e os valores tradicionais de formação cristã, valorizando o patriotismo, os símbolos nacionais, a ética e a família. Na América do Sul o Centro-Direita é governo no Chile, Argentina, Paraguai, Equador e Bolívia.
Na comunicação, as redes sociais abrigam blogs e páginas que estão ativos no debate dos temas da atualidade, oferecendo o pluralismo democrático de que carecíamos. O “politicamente correto” imposto pelas esquerdas em quase todos os assuntos vem sendo contestado e abrindo espaços para que a sociedade possa estar mais presente com a tradição de equilíbrio e bom senso majoritários em nossa cultura e história desde sempre tanto em Portugal como no Brasil e quase toda Europa.
Democracia para valer tem de ser assim. Espaço para todos, respeito aos valores de segmentos da sociedade, sempre com ordem. Afinal, o que todos querem – pelo menos espera-se que seja comum a todos – é o bem da humanidade, hoje com conflitos e muita pobreza.
Convém lembrar por último, mas não menos importante, que democracia, liberdade, ordem, progresso e justiça social pedem capitalismo, mercado, empreendedorismo, menos intervenção do estado e mais respeito a propriedade.
Não basta oferta de empregos, mas sim de bons empregos. E investidor de qualidade não investe onde proliferam greves e leis láborais paternalistas e que legitimam o abuso nas greves nos serviços públicos.
Combater os programas socialistas, populistas, radicais passa a ser uma questão de sobrevivência para os que querem viver com liberdade e
prosperidade.
prosperidade.
O centro que por medo das mídias de esquerda se nega a se unir as direitas podem liquidar o capitalismo e a liberdade.



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