Fazer o bem é uma escolha. E também um poder silencioso. Recentemente, reafirmei uma verdade que sempre esteve viva dentro de mim, mas que, nos últimos dias, tem soado de maneira mais intensa. Mesmo em um mundo que aplaude o barulho, ainda há força na bondade. Uma força que nos molda por dentro, lapida o nosso caráter e nos permite olhar para os outros com mais ternura.
Vivemos dias em que a exposição parece ter se tornado um selo de validade para as boas ações. Se não for registrado, filmado, fotografado ou publicado, é como se não tivesse valor. Essa era barulhenta das redes sociais distorce o senso de fazer o bem, que, muitas vezes, tem sido sufocado pela necessidade de validação. Tudo por uma curtida.
Jesus, em seus ensinos, declarou: “Mas tu, quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita” (Mateus 6:3). É como se Ele dissesse: a beleza do bem está justamente em não precisar ser aplaudido.
Minha esposa me ensinou algo profundo certa vez. Ela disse que “a costura não aparece, mas é ela que está segurando tudo”. E é verdade. A gente não vê a costura. Ela fica por trás da peça bonita, mas é o que garante a firmeza e a integridade. Assim também é o bem que é feito em silêncio. Ele não aparece, mas sustenta tudo.
Fazer o bem é uma decisão. Uma escolha consciente, diária e corajosa. É um ato de fé. Não apenas em algo que acreditamos, mas em quem decidimos ser: gente que carrega o bem dentro de si, e o expressa mesmo sem aplausos.
Precisamos resgatar essa força em sua essência. A força de dividir o pão com quem tem fome. De repartir o pouco com quem nada tem. Porque quando cada um faz um pouco, todos passam a ter o suficiente.
Mas há algo que precisa ser dito: o que mais tem causado prejuízo em nosso tempo se chama indiferença. Esse é o maior inimigo do amor. A indiferença tem matado silenciosamente as boas vozes do nosso coração. Ela nos convence de que não vale a pena se envolver, que é melhor se preservar. Mas essa é uma mentira perigosa. Porque ela nos afasta da essência do que deveríamos ser.
Escolha hoje um caminho: o caminho do bem, do amor, da compaixão. Sempre com descrição. Quem faz o bem não precisa provar nada a ninguém. Deus vê. E os bons reconhecem.
Pense nisso.
Vamos Orar: Senhor, ensina-me a fazer o bem mesmo quando ninguém vê. Que meu coração seja guiado pelo amor, e minhas mãos se movam por compaixão. Que eu vença a i Ju ndiferença com gestos de bondade. Em nome de Jesus, amém.
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