Segundo a apresentadora, a situação ocorreu durante uma viagem à BahiaReprodução/Instagram

Durante uma entrevista ao jornalista Chico Pinheiro, a apresentadora Astrid Fontenelle, da GNT, relatou que o filho Gabriel, hoje com 16 anos, foi vítima de racismo há alguns anos. De acordo com a comunicadora, a situação ocorreu quando ela, o marido, Fausto Franco, e o adolescente passavam as férias em um resort situado na Bahia. 
Segundo a jornalista, imediatamente ela tomou a frente da situação e defendeu o filho. "A última [vez] que aconteceu já faz um tempo também, foi na praia... Uma mulher [falou]: 'Menino, menino, pega ali um colchonete para mim?'. Nesse tom, né? Aí falei: 'Ô, está achando que ele é o quê? Funcionário do hotel? Não está vendo que é uma criança, para começar?'. Aí já me espalhei. Foi na praia, na frente de um resort. 'Você não viu, né?'", lembrou ela. 
A apresentadora continuou relatando a cena e o que sentiu na hora: "A bonita saiu para vir para a praia e o primeiro preto que ela viu na Bahia é serviçal dela. 'Pois ele não é, ele é uma criança, ele é meu filho. Fora daqui!'. Aí perdi um pouco a voz porque sempre quis falar as coisas, sempre projetei que a minha reação seria em um tom forte, mas sabe assim? Martin Luther King, mas aí não consigo e viro Malcolm X, tipo fogo nos racistas. Não consigo. Tento, mas não consigo. Melhorei... Quer dizer, nunca mais aconteceu diretamente com o Gabriel", afirmou. 

Astrid Fontenelle ainda detalhou como reagiu depois que a mulher envolvida tentou menosprezar a situação. "Para azar dela... Deixa corrigir: para a sorte dela, eu estava lendo a terceira edição de 'Escravidão', do Laurentino Gomes. Quando ela virou de costas, primeiro ela falou assim: 'Está dando showzinho só porque é famosa'. E falei: 'Não, você é uma racista'. Esculachei a mulher. Quando ela virou de costas, falei assim: 'Vem cá que tenho um presente para te dar'. E virei o livro para ela", contou a jornalista.

Encerrando o relato, a apresentadora desabafou sobre a atitude da mulher e o significado disso tudo: "Ela ficou ptça e virou a cara. Mandei entregar no quarto. Não devolveram. Tomara [que ela tenha aprendido alguma coisa]. Porque as pessoas têm que prestar atenção no outro, gente! Não está vendo que é uma criança? Mas ela viu a cor da pele antes de ver que era uma criança, então? Não tenho outra resposta para isso, a não ser acreditar que foi isso [racismo]".