Força tarefa reúne mais de 30 entidades para salvar nascentes para garantir o abastecimento do Grande Rio e municípios do entorno da Baía de Guanabarafoto Fundação Boticário
Foi criada uma força-tarefa para garantir o abastecimento de água doce no entorno da Baía de Guanabara, que atende a mais de 2,5 milhões habitantes. Trata-se de uma estratégia de adaptação climática por meio da criação de grupos de multiatores atuantes na biorregião que abrange os municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, localizados nas proximidades do centro urbano conhecido como Grande Rio.
“A segurança hídrica foi priorizada como tema central, dada sua importância para a região e municípios vizinhos”, afirma Thiago Valente, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, instituição que há 35 anos trabalha com iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade brasileira.
O ponta pé veio com o mapeamento da bacia hidrográfica e da identificação das maiores agressões ambientais sofridas e seus impactos nas próximas décadas. Depois de traçadas as maiores vulnerabilidades, o projeto visa alertar autoridades e buscar aporte financeiro, técnico e operacional para implantação de medidas que fortaleçam e protejam a biodiversidade de forma a evitar uma maior degradação e desertificação da região.
O ponta pé veio com o mapeamento da bacia hidrográfica e da identificação das maiores agressões ambientais sofridas e seus impactos nas próximas décadas. Depois de traçadas as maiores vulnerabilidades, o projeto visa alertar autoridades e buscar aporte financeiro, técnico e operacional para implantação de medidas que fortaleçam e protejam a biodiversidade de forma a evitar uma maior degradação e desertificação da região.
Como forma de conseguir engajamento dos maiores conhecedores da área, a proposta inclui a a inclusão das comunidades locais coordenadas pelo Movimento Viva Água Baía de Guanabara.
Primeiro Diagnóstico
Uma espécie dossiê foi elaborado tendo como fontes dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) e da cobertura da mídia. O documento elencou os eventos climáticos mais recorrentes na região: alta precipitação (41%), inundações (15%), deslizamentos (13%), vendavais e ciclones (9%) e incêndios florestais (3,9%).
Uma espécie dossiê foi elaborado tendo como fontes dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) e da cobertura da mídia. O documento elencou os eventos climáticos mais recorrentes na região: alta precipitação (41%), inundações (15%), deslizamentos (13%), vendavais e ciclones (9%) e incêndios florestais (3,9%).
Esses fenômenos foram apontados como principais causadores da desregulação hídrica, queda na produtividade agrícola, intrusão salina e aumento de doenças fisiológicas.
Projeções científicas alertam para o agravamento desses problemas em curto prazo (2020 a 2039), em médio (2040 a 2069) e em longo (2070 a 2100). Aparecem como destaque recorrente nesses três cenários temporais: rebaixamento do lençol freático, erosão de encostas, elevação do nível do mar, escassez de água potável, perda da qualidade hídrica e incêndios em áreas vegetadas.
“As opções de adaptação foram identificadas a partir do entendimento coletivo sobre impactos e riscos climáticos e da identificação de iniciativas e ações em curso e planejadas, assim como dos centros de referência já existentes nos territórios a serem fortalecidos e escalados”, destaca Mariana Nicolletti, pesquisadora do FGVces.
As medidas para salvar a região incluem a restauração ecológica de matas ciliares e mananciais; construção de pequenas barragens e bacias de retenção em propriedades rurais; fortalecimento de sistemas de alerta e rotas de evacuação em áreas urbanas; renaturalização de cursos d’água; ampliação da arborização urbana; e integração entre agricultura, pecuária e cordões de vegetação permanente (agrofloresta).
A região abriga áreas remanescentes bem preservadas de Mata Atlântica, incluindo manguezais, florestas nativas e campos de altitude, distribuídos em oito unidades de conservação, como o Parque Estadual dos Três Picos e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Apesar da proteção ambiental, o território também enfrenta pressões como a expansão urbana, desmatamento, práticas agrícolas, pecuária e a instalação do Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj).
O financiamento das ações é garantido pelo Fundo Viva Água Guanabara, que também conta com aportes do BNDES, Green Climate Fund, Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.
Projeções científicas alertam para o agravamento desses problemas em curto prazo (2020 a 2039), em médio (2040 a 2069) e em longo (2070 a 2100). Aparecem como destaque recorrente nesses três cenários temporais: rebaixamento do lençol freático, erosão de encostas, elevação do nível do mar, escassez de água potável, perda da qualidade hídrica e incêndios em áreas vegetadas.
“As opções de adaptação foram identificadas a partir do entendimento coletivo sobre impactos e riscos climáticos e da identificação de iniciativas e ações em curso e planejadas, assim como dos centros de referência já existentes nos territórios a serem fortalecidos e escalados”, destaca Mariana Nicolletti, pesquisadora do FGVces.
As medidas para salvar a região incluem a restauração ecológica de matas ciliares e mananciais; construção de pequenas barragens e bacias de retenção em propriedades rurais; fortalecimento de sistemas de alerta e rotas de evacuação em áreas urbanas; renaturalização de cursos d’água; ampliação da arborização urbana; e integração entre agricultura, pecuária e cordões de vegetação permanente (agrofloresta).
A região abriga áreas remanescentes bem preservadas de Mata Atlântica, incluindo manguezais, florestas nativas e campos de altitude, distribuídos em oito unidades de conservação, como o Parque Estadual dos Três Picos e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Apesar da proteção ambiental, o território também enfrenta pressões como a expansão urbana, desmatamento, práticas agrícolas, pecuária e a instalação do Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj).
O financiamento das ações é garantido pelo Fundo Viva Água Guanabara, que também conta com aportes do BNDES, Green Climate Fund, Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas.
Contatos do Colunista Luiz André Ferreira

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