Atores comemoram volta de 'Cordel Encantado' à Globo

Foi nesta novela, exibida em 2011, que Domingos Montagner (morto em 2016, quando estava em São Francisco para as gravações da novela 'Velho Chico', da Globo) ficou conhecido pelo grande público

Por Gabriel Sobreira

Benvinda (Claudia Ohana) e Herculano (Domingos Montagner) em 'Cordel Encantado'
Benvinda (Claudia Ohana) e Herculano (Domingos Montagner) em 'Cordel Encantado' -

Rio - Era uma vez uma jovem brejeira, humilde, de nome Açucena (Bianca Bin). Ela foi criada no sertão e nem de longe desconfia que é, na realidade, uma princesa: Aurora Catarina Ávila de Seráfia, filha desaparecida do rei de Seráfia do Norte. A mocinha logo se encanta por Jesuíno (Cauã Reymond), um bravo rapaz, que nem faz ideia de que é filho do maior cangaceiro do sertão. A mistura dos universos da realeza europeia e do cangaço marca a volta de 'Cordel Encantado', novela de Thelma Guedes e Duca Rachid, a partir de hoje, às 17h, em 'Vale a Pena Ver de Novo', na Globo.

"A gente desejava muito que a novela fosse reprisada. E acho que era um desejo de todos que trabalharam nela. Fomos muito felizes em 'Cordel'. E o público também curtiu, pois lembra com muito carinho da novela", comemora Duca.

Foi em 'Cordel Encantado', exibida em 2011, que Domingos Montagner (morto em 2016, quando estava em São Francisco para as gravações da novela 'Velho Chico', da Globo) ficou conhecido pelo grande público. "Queria muito que ele estivesse aqui com a gente, festejando essa reprise", diz Thelma Guedes. Duca Rachid reitera o talento de Domingos e o carinho do público pelo seu personagem. "Domingos era um ator que já tinha uma carreira muito consistente no circo e no teatro e acabou fazendo coisas lindas também na TV. O trabalho dele como Capitão Herculano felizmente está aí para a gente rever e matar as saudades", frisa.

Um dos maiores sucessos da faixa das 18h, com média de 30 pontos de audiência, a trama ainda é lembrada com orgulho pelo elenco. "A diretora Amora Mautner e as autoras foram muito felizes nessa novela, que me traz grandes recordações. E eu ainda criei uma relação especial com o Relâmpago, meu cavalo na trama. Tinha um carinho enorme por ele, saíamos para passear pela cidade cenográfica nos intervalos das gravações", conta Cauã Reymond.

A pequena princesa Aurora (Bianca Bin) nasce no reino europeu de Seráfia do Norte e, ainda bebê, viaja com seus pais, rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia) e rainha Cristina (Alinne Moraes), em uma expedição ao Nordeste do Brasil. Sua tia, a malvada Úrsula (Debora Bloch), e seu comparsa Nicolau (Luiz Fernando Guimarães) armam uma emboscada para ela e sua mãe, que deixa a pequena aos cuidados dos lavradores Euzébio (Enrique Diaz) e Virtuosa (Ana Cecília Costa), em Brogodó, durante fuga. Ao tentar escapar da armadilha, a carroça da rainha cai de um penhasco, e ela morre.

"Thelma e Duca criaram uma história que misturava os arquétipos das fábulas infantis com personagens de um Brasil profundo, nordestino, tão enraizado no nosso imaginário. A direção de Amora Mautner era linda e trouxe uma linguagem visual para a novela que marcou a todos", defende Debora. "Além de um elenco e equipe incríveis, com quem foi um prazer trabalhar. Minha personagem era muito divertida, usava figurinos lindos e loucos criados pela genial figurinista Marie Sales. Foi um trabalho muito especial, uma das novelas de que mais gostei de fazer", acrescenta a atriz.

O que foi mais difícil de fazer nessa novela? "'Cordel' foi uma trama especialmente prazerosa de escrever. A única coisa difícil era, como em toda produção longa como novela, evitar que a trama arrefecesse, que perdesse o ritmo, o frisson, o suspense. Duca e eu queríamos manter o tempo todo a história no alto. Aliás, como sempre tentamos fazer. E isso dá muito trabalho. Mas valeu muito a pena", vibra Thelma Guedes.

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