A "cobra" Judite e Fabíola ReipertAntonio Chahestian/Record TV
Acostumada com ameaças de processos de famosos, Fabíola diz que não tem mais pendências jurídicas. "Zerada", confessa. Mas quando o assunto é a ira de fã-clube dos artistas, a jornalista não tem boas memórias. "Os fãs da Joelma e do Chimbinha me ameaçaram de morte quando falei que eles iam se separar. Falavam que iam me pegar na porta da Record. Fiquei até com medo. Eles descobriram o meu celular, que eu tinha desde 1998. Tive que mudar de número. Antes, mandavam mensagens, ligações de WhatsApp, me incluíam em grupo. Mas quando viram que não era mentira, um monte deles veio me pedir desculpa. Foi muito pesado", lembra Fabíola, de 45 anos.
Já bloqueou algum famoso no WhatsApp? "Marina Ruy Barbosa. É muito chatinha. Fica querendo controlar jornalista. Comigo não cola. Ela pegou meu telefone, e qualquer nota (que eu dava sobre ela), ficava me ligando. Não vai controlar o que eu escrevo. Me deixa fazer o meu", dispara. "Peguei e bloqueei. Não tive paciência. O meu compromisso é com o telespectador. Não sou assessora de imprensa de famosa, não sou paga pra proteger eles do que fazem. Aprontou? Falo mesmo", acrescenta ela, revelando que já teve famoso que pediu a cabeça dela. "Mas prefiro não citar nomes. Não faz tanto tempo. Não foi ano passado, mas foi recente", diz.
A jornalista lembra que assuntos de traição sempre repercutiram bastante. "Teve aquele flagra do Marcelo Adnet, que era casado com a Dani Calabresa e foi fotografado beijando outra. A história da separação da Débora Nascimento e do José Loreto rendeu e rende até hoje", lembra a paulistana, que desde 1998 cobre o universo de TV e celebridades.
Apelidada por seus detratores de 'Cobríola', a jornalista ri da alcunha e jura não se incomodar. "Acho engraçadíssimo", atesta, às gargalhadas. E o mesmo acontece quando algumas de suas "vítimas" a acusam de ser mal-amada. "Estamos juntos há nove anos. Deixa esse povo falar o que quiser. Não preciso mostrar que estou feliz. Quem está provando muito que está feliz é porque tem alguma coisa estranha aí", alfineta ela, que namora Diogo Trigueiros.
Há cinco anos à frente do quadro 'A Hora da Venenosa', ao lado dos colegas Reinaldo Gottino e Renato Lombardi, Fabíola comemora o sucesso da produção. Só para se ter uma ideia, no ano passado, quando brigava com o extinto 'Vídeo Show' (1983-2019), o quadro da Record completou cinco meses seguidos (22 semanas) em primeiro lugar absoluto, de 16 de julho até dezembro. Recentemente, em fevereiro, já sem o programa de variedades da Globo, 'A Hora da Venenosa' conquistou o primeiro lugar isolado, vencendo na média mensal os filmes da 'Sessão da Tarde', da Globo — 11,3 pontos contra 9,6 pontos dos filmes.
Sonha em ter um programa só seu? "Eu não. Nem sei fazer e não quero. Está tão bom assim. Não tenho esse objetivo, gosto de dividir o espaço com outras pessoas, fica melhor com quem está assistindo, fazer bater a bola. Ficar sozinha, não. A gente é superparceiro na produção, clima ótimo de trabalhar, não tem falsidade. Não tem dinheiro que pague essa paz de espírito de trabalhar em um lugar assim. As pessoas percebem quando não é de verdade", frisa.
Comenta-se nos bastidores que a Globo prepara um reforço na programação para recuperar a liderança no horário — como a mudança de faixa do programa de Fátima Bernardes ou a estreia de Fernanda Gentil. "A gente não vai mudar nada. Nem tem determinação para isso. A gente vai continuar fazendo o mesmo: dar a notícia, contar as coisas de uma forma descontraída, sem fazer sensacionalismo", afirma.





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