Los HermanosDivulgação
'Está sendo a turnê mais prazerosa do Los Hermanos, diz Bruno Medina
Banda se apresenta hoje, às 21h, no Maracanã
Rio - Após uma espera de quase quatro anos, os fãs do Los Hermanos podem, finalmente, respirar aliviados. É que o quarteto — formado por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba — retorna aos palcos, numa turnê comemorativa aos 20 anos do lançamento do primeiro disco do grupo, que fez o país se apaixonar por uma moça chamada Anna Julia. De lá para cá, foram quatro discos bem sucedidos com canções que influenciaram uma geração. E essa data tão especial chega em grande estilo ao Rio. Hoje, a banda se apresenta às 21h, no estádio do Maracanã.
"A expectativa é imensa, é a realização de um sonho. Ninguém planeja um dia tocar no Maracanã, afinal foram muito poucos os artistas nacionais e internacionais que conseguiram realizar esse feito. Vai ser uma noite inesquecível para nós e para os fãs. O Rio é a nossa casa", comemora Bruno Medina, tecladista da banda. "Vai ser difícil evitar que um filme passe pelas nossas cabeças. Só espero que a emoção não atrapalhe nossa performance", diz.
Não há expectativa para um retorno definitivo dos músicos, que anunciaram um hiato em 2007 e, desde então, se reencontraram em duas ocasiões diferentes: em 2012 e em 2015. Os pedidos de uma volta são muitos, mas a saudade não fica somente por parte dos fãs. "Não chegamos a conversar sobre próximos passos. Todas as vezes que aconteceu foi de forma espontânea. A turnê atual, por exemplo, foi idealizada no início de 2017, quando, por coincidência, todos nós estávamos no Rio", adianta Medina. Para ele, a magia que permeia os encontros da banda é sempre surpreendente. "Existe uma mística para descobrir o fato das nossas turnês, mas a questão é na verdade bem simples: somos amigos, sentimos saudades. Precisa de mais algum motivo?", brinca.
O último registro de estúdio do Los Hermanos foi a música "Corre Corre", lançada no mês passado. Até então, havia 14 anos sem uma novidade para os fãs. "Essa música surgiu quase que por acaso, pelo fato de estarmos tocando juntos. Afinal, nós moramos em três países distintos", pondera o tecladista. A música foi bem recebida pela massa. No YouTube, o clipe soma mais de 600 mil visualizações. Número expressivo, tendo em vista que os rapazes penduraram as chuteiras da banda em 2007.
"Nossas músicas conseguiram atravessar as duas últimas décadas de uma maneira positiva. Quando perguntamos nos shows quem esta ali pela primeira vez, percebo ser o caso de 40% a 50% da plateia. Isso é incrível. Houve uma renovação. Essa constatação nos orgulha muito", conta ele, que comemora o breve retorno.
"Estamos muito felizes por estamos juntos no palco novamente, acho que isso está imprimindo no show. O repertório é o mais extenso, se comparado ao das turnês anteriores. Contamos com a maior infraestrutura de som e telões que já tivemos. Eu diria que essa está sendo a turnê mais prazerosa, estamos bastante relaxados. O fato de termos dado vazão a outros planos a partir de 2007 foi essencial para que conseguíssemos, sobretudo, preservar nossa amizade", avalia Medina.
E nessa espera, o mundo girou em linhas tortas. Tanto que nos últimos shows, principalmente em Brasília e em Salvador, o público se manifestou contra o atual governo do país. "Vivemos um momento de profunda polarização. Não tenho a petulância de achar que nossa turnê tem alguma contribuição nesse contexto, exceto pelo fato de que todas as nossas músicas tem como tema o amor, em suas diversas formas. Num momento como esse, qualquer iniciativa que enalteça a aceitação das diferenças ou a si próprio, o amor livre, ao próximo e que quebre o discurso da segregação é válido", conclui Medina.
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