João Côrtes interpreta Sarah, uma pessoa não-binária, no curta 'Flush'

Jovem acredita que produção vem com a missão de mostrar que ninguém está sozinho e serve para conscientizar a população sobre a diversidade

Por Juliana Pimenta

Rio - Conhecido como o ruivinho das propagandas de uma operadora de telefone, João Côrtes recebeu atenção nacional ao ser finalista do 'PopStar', da Globo, no ano passado. O programa deu a vitória a Jeniffer Nascimento, mas o ator foi convidado para voltar à nova temporada do programa este ano para acompanhar os bastidores. "Estou muito feliz de ingressar nessa nova jornada, novo desafio, e de voltar a conviver com essa família linda e talentosa", disse. Mas além dos preparativos para o programa, João tem se dedicado à pós-produção do curta-metragem 'Flush', o qual assina o roteiro e atua como a jovem não-binária Sarah.

"Foi uma baita experiência, muito enriquecedora. Eu evoluí como humano, como artista e como cidadão. Foi um desafio muito grande. Sarah não é uma mulher trans, estamos falando sobre gênero, de uma maneira geral. Então, o desafio foi justamente criar uma personagem que se baseia em liberdade, na sua forma mais pura", conta João, ao falar sobre a personagem que não se identifica com o sexo feminino nem masculino.

Para um papel tão complexo, João, que tem apenas 24 anos, revela que estudou muito e recebeu apoio da comunidade LGBTQ . "Eu assisti a documentários, li muito e tive várias reuniões para afinarmos o conceito. O roteiro se alterou algumas vezes, para abordarmos o assunto da maneira mais eficaz e respeitosa possível. Tínhamos pessoas de todos os gêneros trabalhando na equipe, inclusive pessoas não-binárias. Além disso, a maioria da equipe do filme pertence à comunidade LGBTQ , e todos me ajudaram muito a construir a Sarah da melhor e mais potente maneira possível".

Responsabilidade social

O jovem ator acredita que 'Flush' vem com a missão de mostrar que ninguém está sozinho e serve para conscientizar a população sobre a diversidade, ainda mais no Brasil, país que mais mata membros da comunidade LGBTQ no mundo. "Nunca foi tão urgente falar sobre esses temas. É importante a ponto de que, talvez, se não estivéssemos vivendo essa era tão conservadora, o filme não teria sentido. Um filme como 'Flush' existe para transgredir o conservadorismo e preconceito massante. Ele foi criado para levar representatividade e amor para as telas, para abrir a mente das pessoas e levar a ideia de você pode ser o que você quiser, sem rótulos, sem restrições, simplesmente aceitando sua natureza plena. Tudo isso, através da arte", defende.

Futuro

Além da finalização do filme, da participação no 'PopStar' e do lançamento de seu disco de jazz ('Elevador Gourmet'), o ator vai estar, ainda este ano, em uma série do canal a cabo HBO. "É a série americana-brasileira 'O Hóspede Americano', que conta a história do ex-presidente americano Theodore Roosevelt e Marechal Rondon, quando ambos partiram em uma expedição no Rio da Dúvida, em Rondônia, no começo do século 20".

 

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