A cantora e ex-BBB FlayDivulgação

Rio - Flayslane Silva, mais conhecida como Flay, está colhendo os frutos de sua vitória no "The Masked Singer Brasil", da TV Globo. No último dia 11, a cantora de 28 anos foi revelada como a artista por baixo da fantasia da DJ Vitória-Régia, após se consagrar como a campeã da segunda temporada do reality show musical. Depois de interpretar canções de divas como Whitney Houston e Celine Dion, ela é sincera ao relembrar sua reação ao ser anunciada como a grande vencedora do programa.
"Foi uma realização que eu não sei explicar, não sabia nem o que dizer. Porque eu entrei com esse objetivo. Sempre que eu me imaginava no 'The Masked', eu dizia: 'se eu entrar, eu vou pra ganhar. Mas, durante o processo, isso não era algo óbvio pra mim. E a gente vai lidando com os desafios, vendo que a plateia pira nos personagens mais fofinhos. Querendo ou não, o (primeiro lugar no) 'The Masked Singer' não é literalmente para a voz mais bonita, ou pra quem canta melhor. É, de fato, pra quem o público se agrada, como em qualquer reality", comenta Flay, que ficou conhecida ao participar do "Big Brother Brasil 20".
Para a artista, a vitória no programa comandado por Ivete Sangalo coroou sua trajetória musical, que teve início aos 9 anos de idade. "Ver aquilo se consumando era como um presente de Deus, do universo, pra tantos anos dedicados à música. Porque a vida inteira eu me dediquei à música. Não me dediquei a nenhuma outra coisa que não tenha sido a cantar especificamente. Então, mesmo sem recursos, eu ia praticando e eu nunca desisti", declara.
A cantora literalmente carregou o peso da fantasia nos ombros para revelar um lado que não havia conseguido mostrar quando esteve confinada em outro reality show. "Eu saí do 'Big Brother' muito subestimada, como ex-BBB que entrou anônima. E me ver, três anos depois, tendo essa oportunidade tão maravilhosa de me mostrar como artista foi maravilhoso. A minha sensação é de gratidão e hoje eu estou muito mais leve por ter conseguido usar muito bem esse espaço, e por ter sido a artista que eu sempre quis ser dentro da Vitória-Régia", diz.
Novo capítulo
Com o triunfo no "The Masked Singer Brasil", Flay vive uma nova fase artística que foi iniciada pelo lançamento de seu primeiro álbum de estúdio como artista solo, intitulado "Imperfeita". No disco, Flay se joga de vez no pop e R&B para expor sua faceta mais vulnerável até o momento, refletindo sobre assuntos como empoderamento feminino e romances falidos, além de revelar ter sido vítima de abuso sexual na infância, com a música "Eu Era Só Uma Menina".
"Eu acho que a mulher nordestina levanta muito isso de ser forte, e nós somos fortes, mas a gente evita muito mostrar o nosso lado vulnerável, sendo que isso faz parte do processo. É importante mostrar que eu também sou fraca, que eu também tenho os meus momentos de vulnerabilidade e sensibilidade, pra que outra pessoa consiga se identificar e ver o quanto isso é normal e humano. No fim do ciclo todo, existe um propósito. Os fracassos fazem parte do processo, mas, no final, a gente está celebrando esse empoderamento", enfatiza ela, que assina a composição de todas as faixas do álbum.
"Foi uma grande terapia escrever esse álbum, porque eu rebusquei lugares em mim que eu simplesmente ignorava, fingia que não tinha acontecido, como a música 'Eu Era Só Uma Menina'. Eu demorei muitos anos pra entender o que tinha acontecido. Então, eu saí daquela situação de estar vulnerável, pra olhar de fora e encarar como momentos do processo pra chegar no momento que estou hoje. E eu me sinto bem segura e tranquila, eu toco tranquilamente nesses assuntos por conseguir encarar o problema e curar essa situação toda", completa a artista.
Pós-BBB
Com a faixa-título de "Imperfeita", Flay transformou em música sua famosa discussão com Rafa Kalimann no "BBB 20", quando a influenciadora digital disse "não gostar" da cantora. Revisitando a passagem pelo reality show na canção, a artista deixa claro que não mudaria sua trajetória. "Não me arrependo de jeito nenhum. Foi a grande mudança na minha vida. Pude mudar o futuro da minha família, o futuro do meu filho, a condição de todos nós", relata.
"Eu sou extremamente grata ao 'Big Brother' por ter me dado essa oportunidade, por ter me enxergado naquela cidade de dez mil habitantes no interior da Paraíba. Eles enxergaram algo em mim e revelaram ao Brasil. O resto era comigo, né? Três anos depois veio uma nova oportunidade de me mostrar, dessa vez, com o meu trabalho, a minha arte. E é uma felicidade imensa. Nunca quis ser um personagem dentro do 'BBB'. Se era pra ser um personagem, fui do jeito certo com a Vitória-Régia", completa a artista.