Rio - Luisa Périssé e Castorine estão arrancando boas risadas do público com a comédia musical "Camareiras", em cartaz no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon, na Zona Sul do Rio, até quinta-feira (25), com ingressos esgotados. Mas a boa notícia é que a peça estreia no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea, no dia 8 de junho. Em entrevista ao O DIA, as atrizes, que se conheceram no extinto "Zorra Total", da TV Globo, falam sobre a felicidade de poder divertir o público com o espetáculo criado por elas.
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"Sou suspeita porque eu sou apaixonada por humor. Desde criança eu já amava fazer as pessoas rirem porque o sentimento de levar felicidade pras pessoas, leveza, não tem preço. Nada melhor do que se divertir, rir, pirar! Acho maravilhoso esse universo", afirma Luisa. Castorine concorda. "Fazer comédia é o que me salva. Nossa vida consegue ser pesada demais e as vezes um meme de um gatinho miando engraçado já faz o meu dia... Dar risada é terapêutico, e fazer rir é transformador".
A peça retrata a história de Mandala e Silvinha, duas camareiras do 'Grand Hotel' que, cansadas de serem subestimadas pelos superiores, decidem entrar na festa do estabelecimento para relaxar, mas não imaginam que no dia do evento haverá o roubo de um rubi. Para provarem a inocência, elas decidem investigar os hóspedes, descobrir quem é o ladrão e mostrar seu potencial.
Além de diversão, o musical também provoca reflexões no público, já que traz críticas sociais. "Pra mim a comédia é a nossa maior ferramenta de comunicação. Acho que é o melhor gênero para abrir reflexões e a possibilidade de tocar nas questões humanas, sem palavras difíceis que pra entender tem que abrir um dicionário Aurélio. Com leveza ou acidez, ela cria uma intimidade com a plateia. É importante e poderoso levantar assuntos como desigualdade social e desvalorização do trabalhador brasileiro através do humor", acredita Castorine.
A atriz também celebra o sucesso da peça. "Eu e Lu estávamos comentando como é legal ver a energia da plateia no início e no fim. Eles vão se soltando, a gente cria uma intimidade e no final está todo mundo muito pra cima, torcendo pelo sonho das personagens. E a galera está indicando bastante, postando, então acho que é um bom sinal! Recebemos feedbacks de ser uma peça que atinge idades diversas e isso é muito especial. Estamos recebendo mensagens das pessoas pedindo pra gente botar as músicas no Spotify, porque não conseguem tirar 'Camareira Chefe', uma das músicas, da cabeça. Um hit é um hit, galera! Esperamos continuar assim, fazendo um espetáculo que transforme o dia da pessoa para melhor".
Entre os famosos que já assistiram a comédia musical não poderia faltar Heloísa Périssé, mãe de Luisa. "Ela amou. Ficou dias dizendo o quanto ela se surpreendeu com o resultado da peça e o quanto eu e Castorine temos química! Somos alma gêmea mesmo, ela ficou impressionada", revela Luisa.
Relação com a mãe
Com uma grande atriz em casa, Luisa diz que ela e Heloísa trocam muitos conselhos sobre a vida pessoal e profissional. "Conversamos muito sobre tudo, somos muito amigas. Ela me ajuda com tudo, me dá conselhos, orientações em todas as áreas da minha vida. No profissional não é muito diferente, até porque mãe é mãe! Elas sempre querem dar pitaco na nossa vida, mas eu confio muito na minha mãe, o que ela fala pra mim é lei. Mas, claro que se eu não concordar, eu faço do meu jeito. E ela super respeita, ela não me obriga a nada, só me orienta no que eu peço", destaca a atriz.
Ela também confessa que se espelha profissionalmente na mãe, apesar de elas terem estilos diferentes. "Eu me espelho muito nela em tudo, mas não copio em nada, acho que somos muito diferentes no estilo de atuação, mas na vida real, no dia a dia, somos muito iguais. Hoje me vejo repetindo coisas que eu sempre me irritei, por exemplo, deixar a pia molhada depois de lavar louça (risos). Dava raiva quando ela pedia pra eu secar e hoje eu não posso ver uma gota que fico com ódio. Temos a personalidade muito parecida, muito mesmo, mas não acho que o jeito de atuar seja parecido, o que é ótimo, sempre busco minha identidade e hoje fico tranquila porque sei que realmente sou quem eu sou!".
Mamãe coruja, Heloísa já deixou a filha sem graça em algumas situações. "Ela sempre me faz passar vergonha. É quase assim: essa vergonha você quer passar no crédito ou débito? (risos). Ela é muito coruja, sempre que estamos com alguém ela fica me botando lá em cima, fica me agarrando, me beijando. Hoje em dia sou tranquila, mas adolescente era tipo 'socorro'", diverte-se Luisa.
Serviço:
Camareiras Quinta-feira, às 20h Local: Teatro Municipal Café Pequeno Endereço: Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon - RJ Ingressos: R$ 50 (inteira)