Renato Lage homenageia Márcia LageManuella Viégas

Rio - A morte de Márcia Lage, em janeiro deste ano, pegou os amantes da Mocidade Independente de Padre Miguel de surpresa, já que a carnavalesca estava de volta à Verde e Branco da Zona Oeste ao lado do marido, Renato Lage depois de mais de 20 anos. Prestes a entrar na Avenida, Renato, que carrega a foto da mulher na camisa, afirmou: "O espírito dela está aqui conosco".

"A Márcia não está de corpo presente, mas o espírito dela está aqui. Machuca o coração. Mas ela está aqui. Eu tenho certeza que está aqui. O coração está vibrando e cumprindo o restante da missão que ela teve junto comigo, de fazer esse carnaval na Mocidade", disse Renato a O DIA.

Sobre o retorno à escola depois de 20 anos, Renato confessou que o título talvez não venha em 2025, mas prometeu trazer os tempos de glória da Mocidade de volta.

"É muita emoção a gente reencontrar aquela química que deu certo. Eu acho que pode não ser esse esse ano, porque porque a Mocidade mudou muito. As pessoas mudam. Eu continuo mesmo. A gente vai tentar resgatar essa atmosfera que foi tão vitoriosa da Mocidade, a partir desse ano", celebrou.

Sobre a volta de Renato à agremiação, o compositor Paulinho Mocidade, um dos grandes nomes da escola de samba, se animou: "Esse carnaval é futurismo, é cara do Renato. Eu acho que a Mocidade vai ser grande surpresa desse Carnaval. Não é porque eu sou o Paulinho Mocidade, mas é um lance diferente. Um samba cadenciado, que tem a ver com a cadência e a tradição da bateria da Mocidade, que é suingada. A escola está preparada e com muita vontade".

"A Mocidade precisa sair dessa dessa posição… 11º, 10º lugar… isso não é colocação para a Mocidade! A Mocidade entrava aqui e o povo gritando ‘é campeã, é campeã, é campeã’. E esse carnaval, agora é um carnaval muito, no meu modo de ver, muito tranquilo", diz Paulinho, de dedos cruzados.