Vitor KleyRodolfo Magalhães / Divulgação
Vitor Kley lança álbum com música em homenagem ao pai: 'A mais poderosa'
Cantor assina produção musical pela primeira vez na carreira em 'As Pequenas Grandes Coisas'
Rio - Vitor Kley, de 30 anos, lançou o sexto álbum da carreira, intitulado "As Pequenas Grandes Coisas", em todas as plataformas digitais, nesta sexta-feira (25), depois de pausa de dois anos. Com 11 canções autorais, o disco inédito reflete uma nova fase da vida profissional e pessoal do artista, que pela primeira vez assina a produção musical. Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o cantor comenta quais foram as inspirações para compor o projeto e dá mais detalhes sobre o novo trabalho.
"Vivências, experiências, novos lugares, novos produtores, novas conexões, novas pontes, amizades, fim de ciclos, inícios de novos ciclos, amores, desamores, alegrias, tristezas, desafios também da vida... A grande inspiração desse álbum é ter coragem para seguir em frente e a certeza de ter uma ideia e falar: 'Vou fazer isso rolar'", diz o artista.
"Me senti voando no céu azul. Falei: 'Caraca, eu sou capaz'. Que demais. E obviamente tive que me organizar, tive que aprender, tive que estar muito atento ali, principalmente as ações. Fiquei prestando muita atenção como funciona tudo isso e aprendendo cada vez mais, me colocando mais também, e de uma forma obviamente super respeitosa e isso foi muito sadio, muito positivo para esse álbum", destaca Vitor.
Entre as 11 faixas, Kley aponta "Arco-Íris" como sua favorita neste álbum. "Cada hora vai trocando, mas no momento, para não ficar em cima do muro, é 'Arco-Íris', a última faixa. Eu achei o pote de ouro, o sentido da vida. Ou seja, eu passo por todo álbum, por todas as vivências do álbum, altos e baixos e tal, para entender que esse é o sentido da vida: A gente viver mesmo, cada momento, cada ciclo".
O cantor também destaca a música "Vai por Mim", em homenagem ao pai, o ex-tenista Ivan Kley, que morreu aos 66 anos, no início deste mês, vítima de um tromboembolismo pulmonar, em Santa Catarina. "Eu queria ter mostrado 'Vai por Mim' pro meu pai ainda em vida", lamenta Vitor.
Ele, então, conta que entoou a canção no funeral do familiar. "A última chance que tive foi no velório dele, e isso é maluco, porque naquele momento falei: 'Cara, não sei se vou conseguir me segurar'. Mas foi o contrário, eu recebi uma força até dele mesmo, eu sei que foi dele'. Então, tenho esse sentimento assim, e essa música é com certeza a mais poderosa do disco".
A canção também é a única que tem partipação especial. Vitor convidou o filósofo Clóvis de Barros Filho para dividir os vocais com ele. "Quando chamei para participar, o Clóvis super topou. Foi demais", elogia o artista,, que entrega que a canção "Carta Marcada" terá um registro audiovisual. "Em breve vem clipe do single do álbum. Nossa, está demais e vai dar um bafafá", diz, entre risos.
Produção musical
A decisão de Vitor se arriscar na produção do álbum, ao lado de Paul Ralphes, Giba Moojen, Marcelo Camelo e Felipe Vassão, veio de conselhos que recebeu. "Parei de me sabotar. Meu irmão Bruno Kley e o Paul Ralphes falaram pra mim: 'Vitor, tu tem que assinar essa produção, porque está tudo aí nas produções, nas pré-produções que tu faz em casa'. Eu tenho a impressão que isso me deu uma confiança tão grande, uma coisa que não tinha. Porque sempre me botava para baixo. Então, essa coragem e esse conselho deles, essa confiança de eu assinar essa produção foi muito libertadora", vibra.
Pausa e início da carreira
O álbum anterior do cantor foi "A Bolha", lançado em 2020. Kley analisa que a pausa entre os dois projetos foram fundamentais para a fase atual. "Acho que (para a gente ter) inspiração, criatividade e para ter esse respiro é necessário o tempo. Ele é muito precioso e eu soube apreciar", explica o cantor, ao ressaltar a diferença entre os dois projetos através das novas cores. "A sequência do 'Arco-íris'. Sai do roxo e entra no azul, o céu azul", fala.
Dono de hits como "O Sol", "Adrenalizou" e "Morena", Vitor, que iniciou a carreira musical aos 14 anos, destaca a importância do apoio familiar. "Fico muito feliz por ter iniciado a carreira jovem, pela minha família me apoiar, me botar em curso de música desde os 10 anos de idade. Aos 9 já aprendendo em casa com a mãe, de eu manter esses estudos até hoje... Isso é essencial, eu diria".
Com mais maturidade e experiência, o artista diz qual conselho ele daria para o 'seu eu do passado'. "Seja exatamente como tu é. Se as pessoas questionarem por que você dá tanto bom dia, por que fala com todo mundo, por que dá bem com várias tribos, várias pessoas e tudo mais... Segue muito teu coração, esteja perto de pessoas boas, procure sempre evoluir, sempre dar um passo a mais".
*Reportagem da estagiária Mylena Moura, sob supervisão de Isabelle Rosa







