Carla Marins celebra reexibição de História de AmorDivulgação/Rodrigo Lopes

Rio - Carla Marins voltou aos holofotes com a reprise de "História de Amor", exibida na Edição Especial da TV Globo. Afastada das novelas desde 2021, a atriz revisita a trajetória de Joyce, jovem inconstante que vive uma relação complicada com a mãe Helena (Regina Duarte) e acaba sendo abandonada grávida pelo namorado Caio (Ângelo Paes Leme).
"Estou feliz com essa homenagem ao Maneco (Manoel Carlos, autor da trama), através da reexibição especial de 'História de Amor', por sua contribuição inestimável pra teledramaturgia brasileira. Curtindo assistir as atuações, as tramas agora mais distanciada, uma delícia", celebra. 
Os folhetins de Manoel Carlos se destacaram pelas protagonistas de nome Helena e a atriz revela qual delas gostaria de viver caso houvesse um remake. "Ah, são todas maravilhosas, mas adoraria fazer a Helena, mãe da Joyce (em 'História de Amor')".
Aos 56 anos, a artista analisa o preconceito com atrizes mais velhas na dramaturgia. "O etarismo é real em todo os aspectos da sociedade e não é diferente no audiovisual. No entanto, estamos todos vivendo mais e mudando o jogo. Minha própria percepção sobre a terceira idade mudou muito convivendo com minha mãe de 80 anos e ainda na ativa". 
A veterana ainda entrega o que diria para sua versão de 30 anos atrás. "Confie no processo, não tenha medo de olhar para as sombras, a cura vem ao encarar o sofrimento e não fugir dele. Ou como diria Rilke: 'Deixe tudo acontecer a você. A beleza e terror. Apenas continue. Nenhum sentimento é final'".
Redes sociais e lado materno
Nas redes sociais, Carla fala sobre o encorajamento as mulheres de meia-idade. "Meu maior incentivo para as mulheres é o de ressaltar a importância da emancipação profissional e financeira delas antes de sonhar com os Romeus. Esse é o autocuidado que precisamos estar alertas", diz ela, que também comenta a transformação em sua vida com o nascimento do filho Leon, que veio ao mundo quando ela tinha 40 anos.
"A maternidade trouxe uma conexão visceral comigo mesma, com meu lado fêmea, leoa, mas também com a menina que fui e com minha mãe. Um espiral de amor que me fortaleceu e renovou como mulher e ser humano", entrega.