Mariana Goldfarbreprodução Youtube
"Eu podia falar que eu não sofria bullying, toda criança passou por isso em determinada fase, mas eu me achava bonita, sim. Parei de pedir desculpa ou de pedir licença e [dizer] que eu não era tanto. Mas agora assumi outro papel na minha vida em que consigo olhar para mim e reconhecer as fraquezas e meus pontos fortes. Eu me achava uma criança bonita aos 14 anos. Tinha espinha, pele oleosa, mas sabia que era bonita", afirmou em entrevista ao podcast da revista WOW.
"Já tinha sido assediada como modelo inúmeras vezes, e lembro que no teste do Canal Off. No teste perguntaram para mim algo como: 'Se tivesse outra menina, como é que seria se aparecesse seu peito?' Eu tinha 18, 19 anos", relatou.
Após o episódio, a nutricionista buscou apoio na mãe. Mais tarde, entendeu que a pergunta fazia parte de uma estratégia para testar suas reações, mas, ainda assim, classifica o episódio como assédio: "Para mim, agora tá tudo bem explícito."
A busca pela liberdade pessoal
Ela também reconheceu que as maiores limitações são internas. "As prisões são internas. Acho que eu mesma, quando tenho algumas crenças, que não são nem minhas, às vezes são da minha mãe, das minhas avós, de antepassadas. Acho que quando a gente consegue quebrar as amarras, as próximas virão de outra forma."
Saúde mental e a importância das boas relações
Em relação à importância de boas companhias, ela comentou: "Uma coisa que ajuda é ter boas relações de amizade. Nosso ciclo adoece se a gente escolher mal. Não vai adiantar nem tarja preta. Escolheu mal a pessoa que tá ali, tá lascado".





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