Rio - Tati Machado compartilhou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (05) sua participação no TEDx Talks em fevereiro, e refletiu sobre imprevisibilidade da vida. Na ocasião, ela ainda estava grávida de seu filho Rael, que perdeu recentemente na reta final da gestação. A apresentadora usou a plataforma para discutir abertamente o luto profundo que sentiu após a morte de seu pai, em 16 de julho de 2021, definindo como "a maior perda que já passou, a maior dor que já sentiu."
fotogaleria
Ela destacou como a vida é uma "gangorra de emoções", diante da sua experiência atual de luto pela perda de seu filho. "Olha que curioso, eu falei justamente sobre a vida ser uma gangorra de emoções. No vídeo eu conto sobre os momentos difíceis que passei quando meu pai morreu. E eu tava com meu Rael na barriga. Esse vídeo, para mim, é uma forma de eternizar amores... Meu pai e meu filho."
"Eu vou falar sobre a maior perda que eu já passei. A morte do meu pai. Esse é um relato muito pessoal, muito íntimo, que eu trago pra vocês hoje, pra fazer uma reflexão sobre como a vida é uma gangorra de emoções. E como a gente, muitas vezes, tá muito mais preparado pra ganhar do que pra perder", relembrou.
Durante sua apresentação, ela relembrou o dia em que seu pai, Marco Sérgio foi encontrado caído no banheiro de casa por conta de um aneurisma cerebral e, como isso aconteceu na pandemia, não havia nem leito no CTI para o pai no hospital. O pai dela foi operado, mas não resistiu.
"Eu falei, pai, eu vim te buscar. Liguei para a emergência e eu só queria parar o tempo, só que ele estava correndo como nunca. A ambulância chega e mais um obstáculo, eu descubro que meu pai não tinha plano de saúde, eu não sabia disso", refletiu.
Tati confessou que o medo de perder começou a preencher sua vida. Mesmo ao descobrir que estava grávida de Rael, ela lutou para que esse sentimento não a dominasse novamente. Ela concluiu sua palestra com uma mensagem de resiliência: "Eu senti muito medo, e eu senti um medo que podia me paralisar... Às vezes a gente tá lá em cima e do nada a gente vai lá para baixo. Como a gente sai dessa rua sem saída? Eu acredito que dando nome ao que a gente sente e entrar num lugar de consciência que nada dura para sempre, nem mesmo nós. E como diz Fernanda Torres, a vida presta! E eu acho que a vida presta para caramba.", completou.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.