Erika SchneiderReprodução/Marconatto

Rio - Erika Schneider participou do novo episódio do podcast "Parece Terapia", da psicóloga Pâmela Magalhães. Em um trecho divulgado nas redes sociais, nesta quarta-feira (21), a influenciadora abriu o coração sobre um quadro depressivo que teve. 

"Nesse episódio, você conta que você fica na sua casa em posição fetal. Você não me contou, mas imagino que talvez estava difícil de comer, de fazer atividades de rotina", disse a psicóloga. "Não fazia nada. Não saia de casa", comentou a ex-"Fazenda". "Então, isso me parece um quadro depressivo", apontou a terapeuta. "Foi um quadro depressivo", confirmou. 
Erika disse que estava sentindo os sintomas, mas só teve certeza que se tratava de depressão após uma crise de ansiedade severa durante viagem de trem por Milão em setembro de 2023. Na época, a modelo apareceu em prantos e chegou até a arrancar o aplique dos cabelos.
"Eu sei porque meu pai tem depressão. Eu sei como é. Já tinha uns três ou quatro meses que eu estava sentindo isso em mim, Só que eu me forçava. Eu trabalho com internet, com rede social, eu tenho um cronograma a seguir. Eu tenho postagens, publicidades. Eu não conseguia cumprir isso, para mim, era muito difícil. Durante uns três meses, eu cumpri. Eu percebi que eu estava mal quando eu estava em Milão gravando um projeto incrível na Semana de Moda e estava com crise de ansiedade, mal, chorando, querendo arrancar o cabelo. Eu falei: 'Meu Deus não está errado isso? Aí, comecei a procurar terapia Fiz uma terapia não dava certo, ia para outra terapia . Ia para igreja. O negócio é não parar", relatou.
A psicóloga perguntou o que a influenciadora buscava nas terapias e outros lugares que foi. "O que você estava buscando?", questionou. "Respostas", respondeu.

Pamela revelou que os três dias de reclusão de Erika foram necessários para que ela pudesse se permitir chorar, se revoltar, já que devido a problemas do passado precisava se manter forte.
"Eu posso dar uma para você. Eles dizem que psicólogo não dá resposta, mas aqui estou como Pâmela conversando com você. Se fosse uma terapia mesmo nos estaríamos em set terapêutico, eu jamais falaria o que vou te contar. Você disse que foi um dos momentos mais difíceis da sua vida, mas eu acho que esse foi um dos momentos mais difíceis para fortaleza, mas mais necessários para Erika, para Erika se permitir doer, chorar, porque aquela menina não podia chorar. Ela não podia gritar se desesperar. Não tinha estrutura para isso, espaço para isso. Ali tinha, ali com você e, como você bem disse, você com Deus e vocês. Você não ia encontrar resposta nenhuma mesmo aquilo que você procurava. não ia encontrar nas terapias nem com os melhores profissionais do mundo. Você precisava encontrar com você . Precisava chorar muito mesmo, precisava deitar muito ali no colinho gritando, chorando, reclamando e se revoltando. O ser humano precisa disso", apontou.
A ex-bailarina do Faustão afirmou que não pode ter essa opção. "Eu nunca tive essa opção de ficar triste". "Até dois minutos atrás, você repetia com muita certeza que você é uma fortaleza e eu te convido a mudar essa frase: 'Eu sou a Erika, eu sou uma mulher muito forte, eu sou tão forte que eu posso chorar'. Porque fortalezas não são humanas, mas mulheres fortes são", concluiu Pâmela.