Fernanda LimaReprodução / Instagram
Desde os tempos de modelo, Fernanda buscava experiências que expandissem sua consciência. Ela reconheceu que o mergulho em práticas espirituais a ajudou a se manter centrada diante das ilusões do meio artístico.
"Eu tinha um ego super inflado, por ser alguém conhecida, prestigiada, por meu sucesso profissional”, afirmou. “Por outro lado, eu também era muito julgada. Tem que ter muita cabeça, muita sabedoria, porque para você acreditar nesse mundo de fantasia, basta dizerem. Quando você vê, você acredita. Por isso, quando vem uma crítica, [muitos entram em] um buraco, você não aguenta".
Ego, fama e ilusão
"Não adianta acreditar nessa fantasia. Mas é difícil, tem as pessoas em volta, as roupas, as fantasias que a gente veste. Quando você sai dali, as pessoas te veem e vem uma série de frustrações. E a gente tem que entender que aquilo ali é do outro. Por sorte, eu consegui rapidamente encontrar meu eixo. Porque, quando eu consegui realizar essas experiencias de ioga e de retiro, eu já estava um pouco besta, achando que aquilo tudo não tinha muito sentido. Foi em uma boa hora".
Fernanda também falou sobre a forma como foi educada para ser autônoma. No entanto, essa criação acabou por afastá-la de aspectos sensíveis de sua personalidade.
"Fui criada para ser uma mulher que não ia depender de nada, de ninguém, que ia trabalhar e conquistar. Foi muito bom, mas eu fui me brutalizando, me tornando muito masculina, esquecendo meu lado feminino. Por um lado bom, por outro péssimo. Eu fui me perdendo do que eu tinha de mais sutil".
Silêncio, epifania e presença
"O que experimentei de mais concreto foi a sensação de que aqui e agora é onde eu quero estar. Onde eu gosto de estar. Todo mundo tem algum nível de ansiedade, eu tenho bastante. Minha cabeça é muito traiçoeira comigo (...) nessa epifania que tive nessa meditação foi essa sensação de olhar e pensar: isso aqui (...) é o tal do aqui e agora, é o que importa. Nada além. É a felicidade. Essa total felicidade".





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