Mirela Janisreprodução Instagram
"Essa sou eu quando iniciei treinando em casa, olhem como eu sofria com lipedema", contou Mirella, ao mostrar uma foto de quando começou os exercícios. Logo depois, exibiu o resultado atual: “Essa é minha perna agora", afirmou.
Seguidores duvidam da mudança e Mirella responde
A transformação impressionou o público, e alguns seguidores chegaram a duvidar que as fotos mostravam a mesma pessoa. Mirella respondeu com sinceridade. "Vocês duvidando que essa sou eu. Realmente gente, nem eu mesma me reconhecia nessa época. Estava muito inflamada, parecia bem mais velha do que agora", esclareceu.
Procurado pela reportagem do jornal O DIA, o endocrinologista Dr. João Marcello Branco explicou o que é o lipedema, como ocorre o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.
"Lipedema também já foi conhecido como obesidade circulatória hormonal. É um processo que acomete o tecido debaixo da pele, subjacente, com inflamação, grânulos de gordura, dolorido à palpação e, principalmente, envolve uma questão genética de alteração hormonal, onde a inflamação se torna crônica. Além do edema, é uma gordura que, mesmo a pessoa emagrecendo, ela não sai”, explicou.
O médico também destacou a diferença entre o lipedema e o linfedema. "Tem condições praticamente simétricas e é também muito diferente do linfedema, que é o acometimento da má circulação do tecido de drenagem linfática. Então, acomete membros inferiores, lateral do corpo, culote ou até mesmo nos braços”, detalhou.
Segundo o especialista, o tratamento deve priorizar medidas conservadoras. "É uma condição que precisa de tratamento basicamente conservador: dieta, mudança de estilo de vida e, em alguns casos, tratamento cirúrgico invasivo. Esse procedimento deve ser feito por um profissional habilitado, já que a técnica não consiste apenas em retirar a gordura, mas também em preservar os vasos linfáticos”, explicou.
Dr. João Marcello Branco ressaltou que o acompanhamento clínico é fundamental, mesmo quando há indicação de cirurgia. "O tratamento anti-inflamatório oral, com substâncias, vitaminas, minerais, fitoterápicos e anti-inflamatórios sistêmicos, deve continuar. A preferência é sempre pelo tratamento conservador, mas em casos extremos, a cirurgia é uma opção complementar”, concluiu.






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