Glória Maria participou do ’Roda Viva’ e falou sobre racismoReprodução

Rio - A jornalista Glória Maria foi a entrevistada do programa "Roda Viva" desta segunda-feira. Ela já teve passagens pelo "Jornal Nacional", "Jornal Hoje", "RJTV" e "Fantástico", de 1988 a 2007. Além disso, ela cobriu assuntos como a Guerra nas Malvinas, a invasão da embaixada brasileira no Peru por um grupo terrorista e a Copa do Mundo da França, entre outros. Durante o programa, Glória Maria foi questionada se já passou por situações de racismo na carreira ou se a fama a blindou de tais ataques. 
"Nada blinda preto de racismo, nada. E com mulher preta é pior ainda. Nós somos mais abandonadas e discriminadas, porque o homem preto não quer a mulher preta. Nada blinda a gente. Você tem que aprender a se blindar da dor, isso é importante. Se você for esperar uma proteção universal, você está perdida. Você tem que fazer com que a vida te faça aprender a se blindar", disse a apresentadora. 
Glória também contou que suas filhas já passaram por episódios de racismo na escola. Tanto Laura quanto Maria estudam em colégios de elite. "Uma vez a Laura chegou em casa e disse que um amigo chamou a cor dela de feia. Ela chegou em casa muito tocada, e a gente sentou e conversou. Eu usei o grupo de mães para contar o que tinha acontecido e que elas orientassem os filhos. Mas isso não vem da criança, isso vem da família. O racismo é uma coisa que você em casa”, afirmou.
A jornalista disse que o papel o papel dos pais é ensinar os jovens a se protegerem contra o racismo, uma vez em que na sua avaliação não há como o racismo acabar.