Rio - O humorista e eterno Trapalhão Dedé Santana, de 86 anos, relatou ter sofrido ameaça de morte relacionada à compra de um circo. A ameaça teria sido feita pelo empresário Alessandro Stênio Lestar, que negou as acusações em entrevista ao programa "Domingo Espetacular", da Record TV.
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A confusão começou no ano passado, quando Dedé, através de um produtor, entrou em contato com Alessandro para alugar o circo. "Eu falei que vendia. Foi a ideia que me deu na hora. Falei que vendia por R$ 600 mil", disse o empresário. "Vendi da maneira que estava, com toda a documentação em dia", completou.
O contrato previa a compra do circo por uma entrada de R$ 200 mil e o restante do valor seria parcelado em 11 vezes. Alessandro Lestar ainda deveria transferir os veículos utilizados no circo para o nome do comprador, que no caso era a empresa que produzia o circo de Dedé, após o pagamento de mais da metade do valor total.
O advogado do circo, Arthur Delgado, afirmou que os veículos não foram transferidos, mesmo após o pagamento do valor combinado. Ainda segundo ele, os veículos não estavam no nome de Lestar e, por isso, ele tentou suspender o contrato. No entanto, a Justiça não aceitou o pedido e determinou que as parcelas restantes fossem pagas em juízo.
"Hoje temos mais de R$ 300 mil pagos em conta corrente do senhor Alessandro, temos o comprovante. E mais de R$ 200 mil que foram depositados em juízo", disse o advogado. Em meio a toda essa disputa, Alessandro Lestar foi até o circo e gravou um vídeo nas redes sociais cobrando o pagamento de Dedé Santana.
"Eu dizia a ele 'sou contratado igual a você', mas não adiantava. Ele queria me ameaçar, me amedrontar, na realidade, eu era contratado igual num projeto que levava o meu nome", afirmou o humorista à reportagem. Lestar confirmou ter gravado o vídeo, mas negou ter feito ameaças. "Fui lá enlouquecido, mas não ameacei ninguém, não coloquei a mão em ninguém", garantiu.
O #DomingoEspetacular investiga uma denúncia de ameaça de morte contra Dedé Santana e a família dele.
Segundo o humorista, os ataques partiram de um empresário com quem havia negociado a compra de um circo.
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