Paulo Vieira comanda a segunda temporada do ’Rolling Kitchen Brasil’ no GNTDivulgação / GNT
'Estou esperando outubro para dizer que 2022 foi o melhor ano da minha vida', diz Paulo Vieira
Humorista estreia segunda temporada do 'Rolling Kitchen Brasil' nesta quinta-feira e fala sobre sucesso e seus planos na carreira, entre eles gravar um álbum
Rio - Não tem pra ninguém: Paulo Vieira é o momento! O humorista de 29 anos começou a se destacar após vencer o "Prêmio Multishow de Humor", em 2014, e desde então não parou mais de mostrar seu talento na TV. O boom na carreira, no entanto, veio mesmo após o quadro "Big Terapia", exibido no "BBB 22". Nesta quinta-feira, a partir das 21h45, Paulo Vieira estreia a segunda temporada do "Rolling Kitchen Brasil" no GNT, revelando mais uma de suas facetas: apresentador.
"A segunda temporada tem aquele sabor de 'deu certo'. A primeira temporada pra mim teve um sabor de 'será que eu sei fazer isso?'. Eu nunca tinha feito (apresentar), por isso que aceitei fazer. Tinha esse tom de desafio. Agora não só eu, mas o programa todo está mais tranquilo. Estou me divertindo mais", diz Paulo, que já entrega algumas novidades da atração.
Além de Heaven Delhaye, que já era jurada da primeira temporada, o "Rolling Kitchen Brasil" agora conta com mais dois integrantes no time: o chef Cadu Moura e a humorista Ariana Nutt. Juntos, eles escolhem os vencedores de cada episódio, que levam o troféu e um prêmio de R$ 10 mil para doar para uma instituição da plataforma "Para Quem Doar".
"Os jurados são uma das grandes novidades dessa temporada. Além deles, temos um plus que é: vale tudo! As duplas não são só casais. Então, agora, vai poder ser amigo, companheiro de trabalho. Tem um episódio que a gente fez que é com o novo pop brasileiro: colocamos Jão, Duda Beat, MC Rebecca e Karol Conká. Assim, a gente fica mais livre pra chamar pessoas que a gente ama, mas que estão solteiras", se diverte o apresentador, que garante se virar bem na cozinha.
"Na verdade, eu cozinho bem. Só não sei fazer comida de chef. Tudo que uma mãe faz, eu sei fazer. Arroz, feijão, feijoada, rabada, galinhada... Eu poderia ter um boteco facilmente, agora um restaurante não", explica.
Responsabilidade
Uma das preocupações de Paulo Vieira antes de aceitar comandar uma atração de culinária foi a fome no Brasil. "Eu me questiono muito porque eu estou fazendo as coisas e o questionamento de 'por que fazer um programa de culinária em um país que passa fome?' chegou pra mim. Cheguei à conclusão que errado não é um programa de culinária, errado é ter fome. (O 'Rolling Kitchen') É um programa de entretenimento, que a pessoa assiste para não pensar em problemas, para se divertir. Ao mesmo tempo, eu acho que é função do entretenimento aliviar o peso da vida, mas não pode anestesiar. A gente não pode fazer esse programa como se a gente estivesse fazendo ele na Suíça. A gente faz o programa e ao fim de todos os episódios a gente lembra que ainda existe fome no nosso país. Por isso, a gente dá os R$ 10 mil para uma instituição de combate a fome. A gente tem a função de fazer rir, mas também deixar claro como as coisas são".
Requisitado
Paulo Vieira vem acumulando trabalhos de sucesso em sua carreira. Além do "Rolling Kitchen" e do "Big Terapia", ele também mandou muito bem no programa "Avisa Lá Que Eu Vou", do GNT, que também foi exibido no "Fantástico". "Estou esperando outubro para dizer que 2022 foi o melhor ano da minha vida. Acho que estou num momento incrível, estou muito feliz. É engraçado porque parece que eu estou fazendo muita coisa agora, mas em 2019 eu já estava fazendo quatro programas. Estava fazendo o 'Zorra', a 'Escolinha', apresentando o 'Fora de Hora', estava no 'Se Joga'… Mas esse ano, acho que muito pelo 'Big Brother', as coisas que eu faço estão tendo uma luz maior", comemora.
"Espero continuar mantendo a qualidade do meu trabalho pra que isso não seja só uma coisa passageira e, principalmente, usar essa luz pra coisas que me interessam. Usar essa luz pra coisas que eu quero fazer de verdade, investir naquilo que eu realmente faço. Eu faço muita coisa: publicidade, show, tudo mais, mas o que me interessa fazer mesmo são bons produtos audiovisuais, ser um bom produtor de conteúdo, fazer bons programas, boas temporadas. Espero utilizar dessa luz para ter cada vez mais liberdade nas coisas que eu faço, poder colocar meus projetos em prática".
O artista conta que ama Comunicação e que é muito "inquieto", por isso aceita participar de tantos projetos.
"A gente está muito acostumado a ter artistas que fazem uma coisa só. Eu sou muito inquieto, quero fazer tudo, quero experimentar em todos os lugares. E eu sou apaixonado por Comunicação, ela está em tudo. Está em escrever um roteiro, em uma música... No caso do "Avisa Lá Que Eu Vou", eu queria muito comunicar o interior do Brasil, queria ligar a audiência do programa à essência do brasileiro. Não dá pra comunicar isso fazendo um programa de esquete, tem que ser afetivo", explica Paulo Vieira, que está realizando o sonho de ser apresentador.
"Apresentar é uma coisa que eu sempre sonhei. Sempre ensaiei apresentar na frente do espelho. É algo que eu já treinava em casa e estou feliz de estar fazendo agora", comemora ele, que ainda tem muitos planos pela frente.
"Tem muita coisa que eu quero fazer. Esse ano era pra eu ter gravado um disco, não gravei ainda... Quero escrever mais, investir na área de direção, sobretudo na direção artística. A Globo tem muita tela. O que mais brilha meu olho na Globo é isso. Se eu for pro streaming, por exemplo, eu vou fazer uma série. Mas na Globo eu tenho a possibilidade de apresentar um programa no GNT, fazer uma parada no 'Fantástico', de fazer um outro quadro no 'Big Brother', de escrever uma série para o Globoplay. Eu fico feliz porque tem muita possibilidade", analisa.
Paulo, inclusive, revela que nunca pensou que um dia trabalharia no GNT. "Eu achava o GNT muito chique, pensava que o canal não tinha muito a minha cara. O GNT conversou comigo e falou 'é justamente isso que a gente quer mudar, a gente quer que o GNT seja a cara de todo mundo'. O canal passou por uma reformulação. Nos últimos anos ele mudou absurdamente tanto o elenco quanto os formatos, a comunicação visual, o tipo de produto que produz. Uma pessoa como eu na casa mostra essa nova cara do canal. O povo ainda é a minha experiência de vida e o lugar de onde eu falo. E não só o lugar de onde eu falo, mas o lugar pra onde eu olho", finaliza.











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