Bastidores do Profissão RepórterReprodução/Globo
Rio - Nesta terça-feira (04) o "Profissão Repórter" fala sobre as cerca de duas milhões e cem pessoas no Brasil, que nasceram com surdez profunda ou perderam a audição ao longo da vida, segundo os dados do IBGE. O programa acompanha mutirões em São Paulo, que tem o objetivo de reduzir a fila para colocação de implantes, que reduziu significativamente a demanda.
"A gente fazia em média oito cirurgias por mês antes da pandemia, depois passamos a fazer uma cirurgia por mês. Com esses mutirões a gente está conseguindo reorganizar a fila, pelo menos para as crianças", conta o cirurgião Robinson Koji Tsuji.
Quem acompanhou de perto as cirurgias foi a repórter Danielle Zampollo, que traz a história de duas crianças, que passaram pelo procedimento. "Quando o Gabriel tinha oito meses eu percebi que ele não se assustava com nada, barulho de moto, nada. Aí ele fez um exame que constatou que ele não escutava. Foi um momento muito difícil para mim porque durante todo esse tempo eu cantava, falava com ele. Descobrir depois que o meu filho desde que nasceu não escutando foi difícil", diz Amanda, mãe de Gabriel.
O ‘Profissão Repórter’ também foi à festa junina do Instituto Santa Terezinha, que reúne boa parte da comunidade surda de São Paulo, e ouviu a opinião de adolescentes e adultos sobre o implante A estagiária Lídia Rodrigues, que acompanhou a equipe durante a reportagem, auxiliou na interpretação de libras durante as entrevistas.



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