Succession lidera o número de indicações ao Emmy 2023AFP

Rio - Bruno Bloch e Filippo Cordeiro, do podcast "Primeiro Tratamento", conversaram com Will Arbery, consultor e roteirista de uma das séries mais aclamadas dos últimos anos, "Succession". Além de contar a sua trajetória de sucesso, o norte-americano também revelou histórias dos bastidores da produção no bate-papo com a dupla, que vai ao ar na quarta-feira (19). 
No podcast, Will fala sobre o que motivou uma das mortes mais impactantes no terceiro episódio da última temporada. A criação dos diálogos, um dos pontos altos de "Succession", ganha importância na entrevista, que dá pistas sobre a psique dos personagens principais.

O entrevistado também conta como foi trabalhar na sala de roteiro de "Succession". Ele fala dos desafios e das inseguranças de ter entrado no time de roteiristas nas últimas temporadas e o trabalho de pesquisa para assinar um episódio focado praticamente todo nos bastidores do mundo dos negócios.

Em certo ponto da entrevista, Arbery faz reflexões sobre o corporativismo de Hollywood. Segundo ele, nos últimos anos, os executivos apostam menos em projetos originais e com isso são produzidos conteúdos cada vez mais genéricos e com menores riscos financeiros. O tema foi o ponto de partida para abordar os processos criativos no Brasil e a relação com os players nacionais.

A greve dos roteiristas que ocorrem nos Estados Unidos para proteger os direitos dos profissionais nos tempos atuais do streaming também entrou na pauta. Segundo Arbery, todos os avanços foram conquistados pela união da classe. “É como se a WGA (Sindicato dos roteiristas de Hollywood) tivesse a responsabilidade de lutar contra essa máquina antes de que ela se torne ainda pior. É como usar essa posição privilegiada para falar contra a IA e criar proteções contra isso. E criar um modelo de como mover para o futuro que protege artistas de todos os lugares, não só escritores, mas de todos os lugares e mostra que isso pode ser feito”, afirma.