Karol Conká participa do Assim como a GenteReprodução de vídeo / GNT
Rio - Karol Conká, de 37 anos, participou do "Assim como a Gente", do GNT, comandado por Fátima Bernardes, na noite desta sexta-feira. No programa, a cantora relembrou a gravidez aos 19 anos, os julgamentos que enfrentou na época e revelou que tem 'pavor' de se imaginar casada.
"Tive uma gravidez aos 19 anos. Fiquei muito apavorada quando recebi o resultado. Só tinha 19, tinha o sonho de ser artista, fazer o que faço hoje. Achava que a gravidez ia me privar de ser o que eu queria ser. Recebia muita pressão. Mulher, preta, periférica. Tem aquela coisa: 'ah, tem filho, vai casar'. Tinha pavor de me ver casada. Até hoje tenho pavor de me imaginar casada. Tem gente que acha que a felicidade está nisso, mas minha felicidade está na minha independência!", comentou.
A cantora também disse que teve depressão pós-parto. "Fiquei cinco anos parada, tive depressão pós-parto, e era uma depressão que eu só queria cuidar do meu filho. As coisas dele estavam sempre impecáveis, as minhas todas largadas, não via graça na vida e só queria viver por ele. Tinha largado música, sonhos... Quando ele fez cinco anos, voltei para a estrada e, ainda assim, me sentia uma mãe louca por não estar com ele, porque a sociedade ensina e cobra isso. Me sentia muito julgada. Esse sentimento acabou me trazendo mais revolta. Acabei transformando essa revolta em força e em atrevimento".
Cancelamento
No programa, Karol lembrou de seu cancelamento após participar do "Big Brother Brasil", da TV Globo. Ela foi eliminada do reality com 99,17% dos votos. "Aos 37 anos, sou mais calma. Também, depois de ter passado tudo aquilo em 2021 eu fiquei mais calma. Tenho um prazer enorme de aprender com o meu erro. Foi com um exercício de compaixão e empatia que eu consegui dissolver a angústia que eu sentia por ter sido rejeitada, não só por um Brasil todo - que eu aprendi também que não posso falar 'um Brasil todo', porque é muito grande esse país, mas a maior rejeição que tive de lidar foi a minha, essa foi a que doeu mais."



