Luísa Sonza em cena de documentário da Netflix, que estreou nesta quarta-feiraDivulgação / Netflix

Rio - Luísa Sonza, de 25 anos, se manifestou a respeito do processo por racismo movido pela advogada Isabel Macedo de Jesus contra a cantora, em 2020. A cantora comentou o caso na série documental "Se Eu Fosse Luísa Sonza", que estreou na Netflix nesta quarta-feira (13), e afirmou ter demorado a entender sua responsabilidade na situação.
"Tomei consciência de tudo, no sentido de me aliar à causa antirracista, entender minha responsabilidade como pessoa branca, buscar investir na causa antirracista. Abri um restaurante, invisto em vários projetos, incluo isso na minha vida e não divulgo. Tento ser o mais correta nesse lugar", declarou.
A vítima foi indenizada por danos morais em relação ao episódio que aconteceu em 2018, quando a artista pediu um copo d'água para a advogada, durante uma festa em Fernando de Noronha, em que ambas estavam entre os convidados. Apesar da ação ter sido iniciada na Justiça em 2020, o caso só veio a público em 2022, quando o link de uma audiência online foi vazado nas redes sociais. Em setembro, a advogada que representou Isabel confirmou que as partes chegaram a um acordo, encerrando o processo.
"Eu confesso que, em algum momento, eu demorei a ter entendimento disso porque eu sou uma pessoa privilegiada branca e estou sujeita a essa estrutura b*sta e escr*ta", disse Luísa, no documentário, além de citar o imbróglio como "um dos piores episódios da minha vida".
A cantora ainda explicou o motivo de voltar a falar sobre o assunto: "Eu não quero ficar aqui tentando convencer de uma coisa porque não é sobre isso, é sobre assumir o erro e conscientizar as pessoas brancas que não levam isso a sério. Me arrependo muito", completou.