Astrid Fontenelle conversa com Irene Ravache Daniela Toviansky
“Porque também não sabia como era ficar com isso, conviver com isso. Volto para as mulheres da minha família, para as minhas avós. E eu achava minhas avós lindas. Colos confortáveis, pessoas amorosas. E falava assim: ‘Será que eu vou saber conviver com isso?’ Tenho convivido. Tem dias que eu odeio, tem dias que acho que devia ter feito algumas interferências e que ficariam bacanas. Mas tem outros dias que acho que era para ficar assim mesmo. Fui levando…”, revela.
Irene diz que preferiu entender o envelhecimento de forma natural, sem tentar disfarçar os sinais do tempo. Para ela, as marcas no rosto fazem parte da história que construiu. “Tem dias que eu odeio, tem dias que acho que devia ter feito algumas interferências e que ficariam bacanas. Mas tem outros dias que acho que era para ficar assim mesmo", diz.
Considerada uma das grandes damas da dramaturgia brasileira, com prêmios como o APCA e indicações ao Emmy Internacional e ao Grande Otelo, Irene também falou sobre os aprendizados da carreira e sua relação com o sucesso.
Durante o programa, a atriz relembra ainda sua experiência como entrevistadora no quadro “Ponto de Encontro”, do TV Mulher, nos anos 1980, quando substituiu Marília Gabriela. Ela destaca, emocionada, uma conversa que a marcou: “Gostei muito de entrevistar o Ayrton Senna. Ali estava ele, um menino do meu lado, tímido, tímido… E eu olhava para ele, imaginava ele dentro do carro se expondo a todos os perigos, a todas as curvas. (...) Então, ele me comoveu muito.”






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