Foto que gerou polêmica para muitos nas redes sociais: uma bolsa de grife sendo usada pela pequena Vicky, de cinco anosReprodução
É difícil digerir que, em pleno século XXI, a posse de um bem material, por mais luxuoso que seja, possa gerar tamanha virulência. Roberto Justus, um empresário que construiu seu império com trabalho árduo, pagando seus impostos e honrando seus compromissos, tem todo o direito de usufruir do fruto de seu esforço. E, mais do que isso, tem o direito de proporcionar à sua família o conforto e os bens que sua capacidade financeira permite. Não há crime nisso, não há pecado. Há, sim, o resultado de uma trajetória de sucesso.
O que me choca, e me entristece profundamente, é a rapidez com que o julgamento se instala. No Brasil, parece que ter sucesso e desfrutar dele é quase uma afronta. A inveja, o desconhecimento da realidade alheia, ou talvez uma mistura perigosa de ambos, impulsionam uma onda de críticas e ataques que, muitas vezes, extrapolam qualquer limite do bom senso. É como se, para um pai, buscar dar o melhor para o filho (desejo de qualquer bom pai) fosse algo inaceitável.
Precisamos urgentemente de mais respeito e menos preconceito. A intolerância disfarçada de crítica social é um veneno que corrói as relações humanas. Em vez de apontar o dedo para quem tem, deveríamos nos inspirar naqueles que, com trabalho e dedicação, construíram suas vidas e podem oferecer o melhor para suas famílias. A sociedade ganharia muito mais se promovêssemos a compreensão e a aceitação das diferentes realidades, em vez de alimentar a inveja e o julgamento superficial.
O caso da bolsa de Vicky é um lembrete doloroso de que ainda temos um longo caminho a percorrer em termos de maturidade social. Que possamos aprender com esse episódio e, no futuro, celebrar o sucesso alheio, em vez de condená-lo. E, acima de tudo, que possamos proteger nossas crianças de um ódio que não lhes pertence.
Mais amor e menos ódio, mais aplausos para quem merece!

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