O último gesto de amor de Preta Gil e o que realmente ficaReprodução/Instagram

Em um mundo de notícias fugazes e sentimentos descartáveis uma história recente me tocou de forma profunda e me fez refletir sobre o que realmente permanece. A cantora Preta Gil, em um último desejo, pediu que suas cinzas fossem transformadas em diamantes, a serem distribuídos entre seus familiares e amigos mais próximos. Um gesto que, à primeira vista, pode parecer excêntrico, mas que carrega uma simbologia poderosa e comovente.

O diamante, essa pedra preciosa feita sob imensa pressão e calor nas profundezas da Terra, é universalmente reconhecido como um símbolo de eternidade, pureza e amor inabalável. Não é à toa que o escolhemos para selar nossos votos mais sagrados, para celebrar as uniões que desejamos que durem para sempre. Ele representa a força que resiste ao tempo, o brilho que não se apaga com as adversidades.

Ao transformar a matéria que um dia foi vida em um diamante, a família de Preta Gil não está apenas criando uma joia. Está materializando a memória, eternizando a presença de quem partiu. Cada faceta da pedra reflete a luz de uma lembrança, cada brilho é uma lembrança das risadas, dos abraços, dos momentos compartilhados. Para o grupo de amigos que já carregava na pele a tatuagem de um diamante, o significado se torna ainda mais especial: a joia física agora se une ao símbolo que sempre os conectou, fechando um ciclo de amor e amizade que transcende a própria vida.

Essa história nos convida a pensar: quais são os nossos diamantes? O que, em nossas vidas, é tão valioso que merece ser eternizado? Nem sempre será uma pedra preciosa. Às vezes, nosso diamante é um conselho de mãe guardado no coração, a gargalhada de um filho que ecoa pela casa, a mão de um amigo que nos ampara na queda. São os laços que nos formam, as experiências que nos moldam, os amores que nos transformam.
Assim como um diamante bruto que precisa ser lapidado para revelar sua beleza estonteante, nós também somos constantemente lapidados pelas provações da vida. E é nessa lapidação, por vezes dolorosa, que nosso brilho mais autêntico se revela. Preta Gil, com sua força e alegria contagiantes, foi um diamante em vida. E agora, sua essência continua a brilhar, de uma forma nova e eterna, nos corações e nas mãos daqueles que a amaram.

Que possamos, inspiradas por essa história, aprender a reconhecer e a valorizar os nossos próprios diamantes. Aqueles que não têm preço, mas que carregam todo o valor do mundo. Aqueles que, no fim das contas, são a única coisa que realmente permanece.

Um beijo família Gil.