Por gabriela.mattos
Brasília - A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito chegou ao recorde de 482,1% ao ano, em novembro, segundo o Banco Central (BC). De acordo com a instituição financeira, a taxa subiu 6,3 pontos percentuais em relação a outubro e foi a maior da série histórica iniciada em março de 2011.
O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando ele não quita o valor integral da fatura do cartão. Segundo especialistas, com isso, o cliente acaba pagando “juros sobre juros”.
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A alta dos juros, especialmente em momento de crise, preocupa consumidores e também o governo. E, ontem, a União anunciou a limitação da permanência do cliente no rotativo do cartão de crédito por 30 dias. Essa medida ainda será implementada e poderá reduzir pela metade a taxa de juros do cartão de crédito, a partir do fim do primeiro trimestre de 2017.
Mas, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, ainda é preciso aguardar uma melhor definição das medidas para avaliar o feito na redução dos juros.
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“A expectativa é que as medidas tragam maior racionalização do uso do cartão de crédito e com isso redução de custos”, declarou.
Para Maciel, mesmo sem essas ações, os consumidores têm como fugir dos juros caros do rotativo. A alternativa é, por exemplo, o parcelamento do saldo da fatura do cartão. Em novembro, os juros do crédito parcelado ficaram em 155% ao ano.
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“O crédito rotativo é emergencial, por prazo curto, em algumas situações que precisam de crédito imediato”, acrescentou o membro da equipe econômica do BC.
Outra taxa de juros alta na pesquisa é a do cheque especial, que chegou ao novo recorde de 330,7% ao ano: é a maior taxa da série histórica iniciada em julho de 1994. 
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Inadimplência
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas caiu 0,1 ponto percentual para 6,1%. A inadimplência das empresas caiu 0,2 ponto percentual para 5,4%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,5 ponto percentual para 29,9% ao ano. Os dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.
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Com Agência Brasil