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Coluna do Servidor: Deputados debatem emendas à venda da Cedae

Clima é quente na Alerj nesta segunda-feira. Em Brasília, representantes de Pezão participam de audiência de conciliação com a União e bancos, no STF

Por clarissa.sardenberg

Rio - Hoje é um dia importante para o Estado do Rio. Na Alerj, deputados se reúnem no colégio de líderes, para discutir emendas e buscar acordos sobre o projeto de venda da Cedae. As ações da companhia são as garantias aos bancos para o governo estadual obter empréstimo de R$ 3,5 bilhões (voltado ao pagamento da folha).

E, em Brasília, representantes do governo Pezão participam de audiência de conciliação com a União e bancos, no Supremo Tribunal Federal (STF), para antecipar os efeitos do acordo para a recuperação fiscal estadual.

Discussão na Alerj Divulgação

Na reunião que ocorrerá às 14h de hoje na Alerj o clima promete esquentar. As divergências são muitas entre os parlamentares contrários e favoráveis à privatização da Cedae. Não à toa, o texto recebeu, na última quinta-feira, 212 emendas.

E diante do impasse entre os deputados, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo líder do governo na Alerj, Edson Albertassi (PMDB), pode apresentar substitutivo ao texto original e rejeitar diversas emendas. Isso levará a oposição a pedir destaque na sessão de votação de amanhã.

Foi o que explicou o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), na quinta-feira, quando o plenário discutia o texto. “A tentativa é de se avançar em alguns pontos. Mas há uma questão política cristalizada entre aqueles que são a favor (do projeto) e querem a recuperação fiscal, querem os salários dos servidores em dia, e aqueles que são contra”, declarou o parlamentar, explicando o que ainda pode ocorrer neste caso:
“Então é possível que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça faça um substitutivo rejeitando as emendas e a oposição terá a prerrogativa de usar o instrumento do destaque para a votação em separado de emenda por emenda e as emendas que eles acharem mais significativas. Deve demorar muito a votação”, afirmou Jorge Picciani.

E no STF, o estado aposta suas fichas na suspensão dos bloqueios das contas pela União e na autorização para o empréstimo antes de o Congresso e a Alerj permitir a operação que aliviar a situação.

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