No sistema atual, que estava suspenso desde maio, na cor verde, não há cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no País - Daniel Castelo Branco
No sistema atual, que estava suspenso desde maio, na cor verde, não há cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no PaísDaniel Castelo Branco
Por *EDDA RIBEIRO

Rio - Em agosto, clientes das distribuidoras de energia elétrica vão continuar pagando a conta de luz com bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais cara de todas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou ontem que vai manter pelo terceiro mês consecutivo a taxa de R$5 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. A bandeira tarifária é mensal e a referente a setembro deve ser divulgada em 31 de agosto.

Segundo a agência, a bandeira vermelha permanece principalmente devido às "condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN)".

No Rio, a Light explicou que a bandeira tarifária é uma medida encontrada pelo governo para que as concessionárias indiquem a forma de consumo dos clientes: "Em geral, quando os reservatórios das usinas hidrelétricas estão baixos, o país utiliza a energia de termelétricas, que é mais cara".

IMPACTO NA CONTA

As bandeiras tarifárias têm impacto direto no valor da conta de luz e consumidor sente no bolso. Isabel Magalhães, de 49 anos, diz que sua fatura vem aumentando em pelo menos 10% de três meses para cá.

"Nessa época do ano, o consumo costuma diminuir por conta do inverno, pois não usamos ar-condicionado. Mas teve um aumento no valor", lembra. Ela diz que é injusta a recomendação de economia da Aneel: "O uso é moderado para eles? O investimento em energia é pequeno, e o povo que paga a conta", reclama Isabel.

A agência dá dicas de economia, como utilização de luz natural, retirar aparelhos da tomada e não colocar alimentos quentes na geladeira. Além disso, não usar chuveiro elétrico por muito tempo, limitando o banho a cinco minutos.

*Estagiária sob supervisão de Max Leone

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