O Comperj criado em 2008, e com investimentos de US$ 8,4 bilhões, foi promessa de geração de empregos e de transformação do perfil industrial de Itaboraí e regiões adjacentes - divulgação
O Comperj criado em 2008, e com investimentos de US$ 8,4 bilhões, foi promessa de geração de empregos e de transformação do perfil industrial de Itaboraí e regiões adjacentesdivulgação
Por O Dia

A Petrobras se comprometeu a investir R$ 814,5 milhões na região de Itaboraí, São Gonçalo e Cachoeiras de Macacu, inclusive implementando ações de saneamento básico e meio ambiente. Desse total, R$ 300 milhões devem ser destinados exclusivamente a ações ambientais, incluindo o reflorestamento de uma área equivalente a 660 campos de futebol.
As medidas estão previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o governo do Estado do Rio de Janeiro, a Petrobras e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para reparar prejuízos ambientais, sociais e econômicos causados pelo atraso nas obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que, entre os investimentos atuais no Comperj, estão a Unidade de Processamento de Gás Natural. As obras no complexo empregam atualmente 4,5 mil pessoas, sendo 90% das cidades da região. A previsão de Castello Branco é que esse número aumente para 7 mil no ano que vem.
"O foco da Petrobras é o Estado do Rio de Janeiro, que receberá, entre este ano e 2023, US$ 54 bilhões em investimentos", disse o presidente da estatal sobre o esforço da companhia de concentrar seus investimentos na produção e exploração de petróleo e gás.
O governador, Wilson Witzel, destacou que o Comperj é um caso emblemático de projeto relevante que foi impactado pela corrupção. "O que atrapalhou o Comperj foi a corrupção. O que atrapalhou o Rio de Janeiro foi a corrupção", disse ele, que defendeu a instalação de mais refinarias no estado.