Em reunião na manhã desta sexta-feira (26) com o presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou que o Orçamento editado por congressistas foi feito para furar o Teto de Gastos
Em reunião na manhã desta sexta-feira (26) com o presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou que o Orçamento editado por congressistas foi feito para furar o Teto de GastosMarcelo Camargo/Agência Brasil
Por Brasil Econômico
O ministro da Economia, Paulo Guedes, reclamou das alterações no texto orçamentário de 2021 feitas pelo Congresso Nacional. A medida, aprovada na noite de quinta-feira (25) pelo parlamento, destina R$ 26 bilhões para emendas de deputados e senadores, o que prejudica as medidas econômicas do país. A informação foi publicada pelo jornalista Igor Gadelha da CNN Brasil e confirmada pelo Portal iG.
Em reunião na manhã desta sexta-feira (26) com o presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou que o Orçamento editado por congressistas foi feito para furar o Teto de Gastos.
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O ministro disse à Bolsonaro que a manobra para aumentar as verbas destinadas a emendas parlamentares poderá causar desconfiança do mercado financeiro. O ministro ressaltou que a imagem do governo federal será prejudicada e irá cair os investimentos internacionais no país.
Uma das reclamações do ministro, foi a alteração na forma de pagamento do auxílio-doença. Atualmente, o INSS é responsável pelo depósito do benefício, mas o Congresso entendeu que a obrigação do pagamento deve ser repassada para as empresas.
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Em compensação, os empresários teriam abatimento em valores tributários, medida vista como negativa pela equipe econômica. A preocupação da pasta é diminuir a arrecadação da União com a redução dos tributos para as empresas.
Para obter sucesso nas contas públicas, a equipe econômica prevê o contingenciamento de R$ 30 bilhões até o fim ano. No entanto, é esperado que parlamentares resistam a medida, pois o valor destinado para emendas é de R$ 26 bilhões.