Café foi um dos vilões da alta do preço da cesta básica no Rio de JaneiroPedro Teixeira/ Agência O Dia
A alta de março contrasta com o cenário do mesmo mês do ano passado, quando houve deflação de 2,47%. A pressão sobre os preços tem pesado especialmente para as famílias cariocas, que destinam a maior parte da renda à compra de alimentos e bebidas.
Os produtos que mais contribuíram para o aumento estão o café em pó, impulsionado pela escassez de estoques no mercado internacional; o tomate, com menor oferta devido ao fim da safra de verão; e o leite integral, com demanda firme em plena entressafra.
Para o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz, apesar de o Estado possuir a segunda cesta mais cara do país, os supermercados fluminenses vêm fazendo um grande esforço para mudar o cenário.
Apesar da alta, alguns produtos apresentaram queda, como a carne bovina, beneficiada pela maior oferta interna; o arroz agulhinha, que seguiu em queda graças ao aumento da oferta e à redução no custo do produto importado; e o óleo de soja, impactado positivamente pelas projeções de uma boa safra.
No acumulado do primeiro trimestre, o aumento no custo da cesta básica no Rio de Janeiro foi de 7,14%. Trata-se do terceiro maior entre as capitais analisadas, atrás apenas de Salvador (8,51%) e Fortaleza (7,97%). A variação carioca superou com folga a média nacional do período, de 4,49%.

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