Taxa em 12 meses ficou em 5,49%Reprodução/Agência Brasil
O resultado ficou praticamente igual à mediana das previsões de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de 0,42%. O intervalo das previsões ia de 0,38% a 0,52%.
Com o resultado anunciado nesta sexta-feira, o IPCA-15 acumulou um aumento de 2,43% no ano até abril. A taxa em 12 meses acumulada até abril ficou em 5,49% - em linha com a mediana das previsões, que iam de avanço de 5,44% a 5,58%.
O encarecimento da alimentação respondeu por cerca de 60% de todo o IPCA-15 de abril. Se somada ainda a elevação no custo de Saúde e Cuidados Pessoais, apenas os dois grupos responderam por 88% do IPCA-15 de abril.
A alimentação no domicílio avançou 1,29% em abril. Houve aumentos no tomate (32,67%), café moído (6,73%) e leite longa vida (2,44%).
A alimentação fora do domicílio aumentou 0,77%. A refeição fora de casa subiu 0,50%, e o lanche avançou 1,23%.
Houve pressão dos aumentos nos itens de higiene pessoal (1,51%), nos produtos farmacêuticos (1,04%, após a autorização do reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março) e no plano de saúde (0,57%).
A energia elétrica residencial recuou 0,09% em abril, após o avanço de 0,43% visto em março. Já a taxa de água e esgoto aumentou 0,12% em abril, devido ao reajuste de 4,17% em Goiânia desde 1º de abril.
Os gastos das famílias com Transportes passaram de uma elevação de 0,92% em março para uma queda de 0,44% em abril, uma contribuição de -0,09 ponto porcentual para a taxa de inflação neste mês.
Em abril, os combustíveis recuaram 0,38%. Houve reduções nos preços do etanol (-0,95%), do gás veicular (-0,71%), do óleo diesel (-0,64%) e da gasolina (-0,29%).
O ônibus intermunicipal subiu 0,39%, devido a um reajuste no Rio de Janeiro a partir de 29 de março. O táxi subiu 0,57%, em decorrência do reajuste médio de 10,91% em Porto Alegre a partir de 31 de março.
O metrô recuou 0,95%, em meio ao reajuste de 5,33% na tarifa no Rio de Janeiro a partir de 12 de abril e à instituição de tarifa zero aos domingos e feriados decretada em Brasília desde 1º de março.
O ônibus urbano diminuiu 0,51%, em decorrência da tarifa zero aos domingos e feriados decretada em Brasília desde 1º de março, apesar dos reajustes de 4,17% em Porto Alegre a partir de 31 de março e de 15,00% em Belém em 14 de abril, também contemplando gratuidade aos domingos e feriados.

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