O azeite é um dos produtos que mais têm sido adulteradosDivulgação

Diante das recentes apreensões de produtos falsificados — que incluem desde azeite de oliva até sabão em pó —, a Associação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Rio Indústria) faz um alerta sobre os prejuízos causados pela pirataria e falsificação em larga escala. Apenas neste ano, já foram apreendidos mais de 112 mil produtos adulterados.

Para o presidente da Rio Indústria, Sérgio Duarte, trata-se de um problema que vai além do impacto econômico. “As falsificações, em primeiro lugar, prejudicam o consumidor, que acaba adquirindo um produto que pode, inclusive, ser prejudicial à saúde. Essa é uma questão muito importante, porque a indústria também é fortemente impactada. As empresas investem no desenvolvimento dos produtos, trabalham suas marcas e fazem investimentos pesados em pesquisa e marketing. Quando alguém falsifica um produto, não apenas prejudica essa indústria — colocando em risco todo o investimento feito — como também coloca em risco a vida do consumidor. Por isso, combater a falsificação é uma medida extremamente importante”, afirma Duarte.

Entre os casos mais recentes, estão as apreensões de 49 toneladas de sabão em pó falsificado no varejo e na Ceasa, além de dezenas de milhares de litros de azeite adulterado, geralmente misturado a óleos vegetais mais baratos e embalado com rótulos irregulares.
A Rio Indústria reforça a necessidade de maior fiscalização, penalização rigorosa aos responsáveis e conscientização da sociedade sobre os riscos de consumir produtos falsificados. A entidade também reafirma seu compromisso com a integridade da cadeia produtiva fluminense e a defesa da indústria formal, que gera empregos, arrecada tributos e movimenta a economia de forma ética e sustentável.