Setor siderúrgico é um dos destaques da economia fluminenseReprodução
Produção industrial fluminense avança e puxa retomada nacional, avalia Rio Indústria
Desempenho está diretamente ligado à setores como óleo e gás, siderurgia, alimentos e indústria automotiva
A Associação de Indústrias Estado do Rio de Janeiro (Rio Indústria) avalia como extremamente positiva a alta de 4,5% na produção industrial fluminense em março, frente a fevereiro, conforme apontado pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM) do IBGE divulgada nesta quarta-feira, 14. O resultado supera com folga a média nacional (1,2%) e reforça o papel estratégico do Rio de Janeiro na dinâmica industrial brasileira.
Na comparação com março de 2024, o crescimento de 3,2% também coloca o estado ligeiramente acima da média nacional (3,1%), evidenciando uma tendência de consolidação do desempenho industrial fluminense ao longo dos últimos meses.
Para a Rio Indústria, os dados confirmam o que o setor já vinha sinalizando: no Rio de Janeiro, o setor tem se mostrado resiliente e com capacidade de responder aos estímulos econômicos, mesmo em um cenário desafiador. O desempenho está diretamente ligado à força de setores estruturantes como óleo e gás, siderurgia, alimentos e indústria automotiva, que formam um ecossistema industrial robusto e diversificado.
“A recuperação gradual da indústria fluminense, com crescimento acima da média nacional, é reflexo de um ambiente de negócios que vem se tornando mais favorável, especialmente com os investimentos estruturantes em andamento e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional. O desafio agora é garantir a manutenção desse ritmo e transformar os bons indicadores em resultados sustentáveis para toda a cadeia produtiva. O Rio de Janeiro tem tudo para ser um protagonista da nova fase industrial do País.”, avalia Sérgio Duarte, presidente da Rio Indústria.
A entidade também alerta que, apesar do avanço, é fundamental continuar atuando em pautas estruturais como melhoria da infraestrutura logística, desburocratização, segurança jurídica e incentivo à inovação tecnológica. “O Rio tem potencial para liderar uma nova fase de industrialização no Brasil, mas isso exige continuidade de políticas industriais de longo prazo e um diálogo permanente entre setor público e setor produtivo”, completa.

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