Alckmin destaca que o foco da gripe aviária está localizado em Montenegro e que protocolos sanitários foram adotadosMarcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal espera aprovar o programa "Acredita Exportação" no Senado na semana que vem. Durante evento em São Paulo nesta quinta-feira, 22, o pessebista disse que a medida faz parte de uma série de ações para melhorar a produtividade e a competitividade industrial.

"A micro, pequena e média empresa receberá de volta 3% do valor exportado - crédito tributário. Isso estimula exportação", explicou o vice-presidente. "A Itália é um bom exemplo: pequenas empresas exportam muito. No Brasil, exportam pouco."

Alckmin também mencionou uma série de outras medidas nesse sentido. Entre elas, o "Portal Único" de comércio exterior que deve estar completo até o fim do ano, segundo ele - e reduzirá em R$ 40 bilhões o "custo Brasil", em que um dia de carga parada no porto custa 0,8% do valor da carga.

"Lançamos a Nova Indústria Brasil (NIB), que está caminhando bem Uma indústria mais inovadora - com TR para pesquisa, desenvolvimento e inovação. São R$ 80 bilhões, com apoio do BNDES, Embrapii, INPI", continuou. "INPI, que levava 7 anos para registrar patentes, agora leva 4; ano que vem serão 2 anos - padrão internacional."
'Tem vírus no mundo todo'

Alckmin destacou que todo o protocolo sanitário foi adotado e o momento atual é de "acompanhar com rigor".  "Vírus você tem no mundo todo. Não é só no Brasil. Em vários países há o problema da gripe aviária", disse.

"Nosso caso está muito localizado, especificamente no Rio Grande do Sul, confirmado em Montenegro. Foi o primeiro caso", continuou o vice-presidente. "Sendo só lá, deve ser superado rapidamente, porque vírus tem tempo limitado. Vamos aguardar."

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) na granja comercial de Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No total, o País já registrou 164 casos da doença em animais silvestres no País (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 168 ao todo no Brasil.