Secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario DuriganJosé Cruz/Agência Brasil
"A Febraban nos traz o impacto das medidas no setor, de maneira legítima, de maneira bem racional, de maneira detalhada. A gente discutiu alternativas também apresentadas pela Febraban, e outras que a gente trouxe para o debate. É natural que a gente avance nesse debate sobre o que poderia ser uma alternativa a itens isolados desse ajuste no IOF", disse Durigan a jornalistas, na saída da reunião.
O secretário afirmou que a Pasta está aberta a discutir as medidas adotadas, citando o recuo do governo sobre parte das alterações no IOF ainda na última quinta-feira, 22, apenas horas depois de as mudanças terem sido anunciadas.
Ao lado de Durigan, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, reforçou que os bancos estão em diálogo com a Fazenda desde a semana passada, e disse que o objetivo da reunião foi apresentar os impactos calculados, especialmente no que diz respeito às operações de crédito.
"Nós mostramos para o ministro Haddad e para seus secretários que o impacto é severo, é um impacto para o crédito das micro, pequenas e médias empresas", disse Sidney.
Sidney disse que as informações "sensibilizaram" a Fazenda, e que um diálogo foi aberto para construir uma frente de trabalho com participação da Pasta e da Febraban para analisar as alternativas.
Ele argumentou que o IOF traz impactos severos para o custo de crédito, e reiterou a posição contrária do setor bancário às alterações no imposto.
Ao lado do secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, Sidney disse que a percepção, após o encontro, foi de que Haddad "está disposto a construir conosco".
"Nós gostaríamos muito que essa medida fosse revisitada. Agora, essa é uma decisão não só política, mas também técnica, e nós continuaremos a dar subsídios para que possamos revisitar esse aumento e tirar esse custo, que não é só do crédito: esse é um custo, inclusive, da produção, do investimento e do consumo", disse o presidente da Febraban.
Operações de risco sacado
Isaac Sidney disse nesta quarta que a entidade e os quatro maiores bancos do País levaram ao Ministério da Fazenda preocupações com as mudanças nas alíquotas de IOF incidentes sobre operações de crédito.
"O foco desta reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad foi o IOF sobre operações de crédito, sobretudo operações que não eram nem mesmo taxadas, como, por exemplo, a operação de risco sacado, que é muito importante para o varejo, para os fornecedores, e que ela está bastante encarecida depois desse aumento", disse Sidney.
Após a reunião, e ao lado de Durigan, Sidney disse que o maior impacto do aumento de IOF parece incidir sobre micro, pequenas e médias empresas, nas contas da entidade. "O custo no crédito, de fato, tem um impacto bastante relevante", comentou.
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