IPCA de 2025 caiu de 5,24% para 5,20%, a quinta baixa seguidaRafa Neddermeyer / Agência Brasil
A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela sétima semana consecutiva, colada ao teto da meta. Considerando apenas as 65 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 4,52% para 4,49%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado.
Na última decisão, o comitê aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 15,0%, e afirmou que "antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros", com o objetivo de examinar os impactos do ajuste que já foi realizado.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 19ª semana consecutiva. A projeç
O Banco Central aumentou a estimativa de crescimento da economia brasileira este ano, de 1,9% para 2,1%, no Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado na última quinta-feira, 26. Segundo a autarquia, a atividade continua resiliente, embora já seja possível observar "certa moderação" no ritmo de expansão.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 aumentou de 1,85% para 1,87%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando só as 40 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,89% para 1,90%.
A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela 13ª semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 68ª semana seguida.
A estimativa intermediária para o déficit primário do setor público em 2026 permaneceu em 0,66% do PIB. Um mês antes, também era de 0,66%. O alvo do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB para o governo central, também com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos.
Nominal
A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 continuou em 8,83% do PIB. Um mês antes, era de 8,89%. A mediana para o rombo nominal de 2026 permaneceu em 8,50% do PIB pela sexta semana seguida.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.
A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2025 se manteve em 65,80% pela quarta semana seguida. A estimativa intermediária para 2026 seguiu em 70,0%. Quatro semanas atrás, estava em 70,13%.
"Em se confirmando o cenário esperado, o comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta", afirmou o Copom, no último comunicado.
Considerando apenas as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 15,0%.
A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 22ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 74 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária também se manteve em 12,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 20ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 27ª semana consecutiva.
A projeção para o dólar no fim de 2027 continuou em R$ 5,75. Um mês antes, era de R$ 5,80. Já a mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80 pela quarta semana consecutiva.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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