Relatório foi divulgado nesta quarta-feira pelo IBGETânia Rêgo / Agência Brasil
Em relação a maio de 2024, a produção teve alta de 3,3%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam desde uma queda de 0,6% a um avanço de 4,9%, com mediana positiva de 3,6%.
No acumulado do ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, a indústria teve uma alta de 1,8%. No acumulado em 12 meses, a produção subiu 2,8%.
Em maio, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de outros equipamentos de transporte (26,3%), produtos do fumo (22,3%), máquinas e equipamentos (14,7%) e extrativas (13,5%). No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são vestuário e acessórios (-21,9%), móveis (-20,7%), produtos diversos (-20,4%) e farmacêuticos (-10,7%).
Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 11,0% acima do nível de fevereiro de 2020. A fabricação de bens intermediários está 5,9% acima do pré-covid. Os bens duráveis estão 10,3% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 5,9% aquém do patamar de fevereiro de 2020.
"O resultado negativo intensifica a perda que já tinha sido verificada no mês anterior. Então é o segundo mês seguido de perda na produção, e, mais do que isso, intensificando a intensidade", frisou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.
A produção industrial acumulou assim uma perda de 0,7% em dois meses de quedas, eliminando parte do avanço de 1,5% registrado nos três primeiros meses deste ano.
"Há uma devolução daquele avanço mais intenso mais presente no mês de março (1,2%)", disse Macedo.
Em maio, o parque fabril nacional segue operando 0,7% acima do patamar de produção de dezembro de 2024.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.