Taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,99%Agência Brasil

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,24%, ante uma elevação de 0,26% em maio, informou nesta quinta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam um aumento entre 0,14% e 0,26%, com mediana positiva de 0,20%.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,99%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,35%, resultado dentro das projeções dos analistas, que iam de 5,25% a 5,37%, com mediana de 5,31%.
Habitação
Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 1,19% em maio para uma alta de 0,99% em junho. O resultado levou a uma contribuição de 0,15 ponto percentual para a taxa de 0,24% registrada pelo IPCA do último mês.

A energia elétrica residencial aumentou 2,96%, impulsionada pela entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar 1 no mês de junho, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos. O subitem exerceu a maior pressão individual no IPCA do mês, uma contribuição de 0,12 ponto percentual.
Além da mudança na bandeira tarifária, houve ainda reajustes de 7,36% em Belo Horizonte em 28 de maio, de 14,19% em uma das concessionárias de Porto Alegre em 19 de junho, de 1,97% em Curitiba em 24 de junho e redução de 2,16% nas tarifas de uma das concessionárias do Rio de Janeiro em 17 de junho.

A energia elétrica residencial já acumula uma alta de 6,93% no ano, principal pressão individual para a inflação do período, uma contribuição de 0,27 ponto percentual para a alta de 2,99% acumulada pelo IPCA.

"A alta acumulada na energia elétrica no primeiro semestre foi a maior para um primeiro semestre desde 2018, quando foi 8,02%", observou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,59%, devido a reajustes de 9,88% em Brasília a partir de 1º de junho, de 4,76% em Rio Branco em 1º de maio, de 3,83% em Curitiba em 17 de maio e de 6,58% em Porto Alegre desde 4 de maio.
Saúde
O grupo Saúde e cuidados pessoais saiu de um avanço de 0,54% em maio para uma alta de 0,07% em junho, dentro do IPCA. O grupo contribuiu com 0,01 ponto percentual para a taxa de 0,24% do IPCA do último mês.

O resultado foi sustentado pelo aumento de 0,57% no plano de saúde, com contribuição de 0,02 ponto percentual no IPCA de junho. Já o perfume recuou 3,26%, ajudando a deter a inflação em -0,04 ponto percentual, subitem de maior impacto negativo no IPCA do mês.
Serviços
A inflação de serviços - usada como termômetro de pressões de demanda sobre os preços - passou de um aumento de 0,18% em maio para uma alta de 0,40% em junho. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os preços de itens monitorados pelo governo saíram de uma elevação de 0,70% em maio para uma alta de 0,60% em junho.

No acumulado em 12 meses, a inflação de serviços passou de 5,80% em maio para 6,18% em junho. A inflação de monitorados em 12 meses saiu de 4,86% em maio para 5,15% em junho.
*Com informações do Estadão Conteúdo