Taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,99%Agência Brasil
O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam um aumento entre 0,14% e 0,26%, com mediana positiva de 0,20%.
A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,99%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,35%, resultado dentro das projeções dos analistas, que iam de 5,25% a 5,37%, com mediana de 5,31%.
A energia elétrica residencial aumentou 2,96%, impulsionada pela entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar 1 no mês de junho, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos. O subitem exerceu a maior pressão individual no IPCA do mês, uma contribuição de 0,12 ponto percentual.
A energia elétrica residencial já acumula uma alta de 6,93% no ano, principal pressão individual para a inflação do período, uma contribuição de 0,27 ponto percentual para a alta de 2,99% acumulada pelo IPCA.
"A alta acumulada na energia elétrica no primeiro semestre foi a maior para um primeiro semestre desde 2018, quando foi 8,02%", observou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE.
Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto subiu 0,59%, devido a reajustes de 9,88% em Brasília a partir de 1º de junho, de 4,76% em Rio Branco em 1º de maio, de 3,83% em Curitiba em 17 de maio e de 6,58% em Porto Alegre desde 4 de maio.
O resultado foi sustentado pelo aumento de 0,57% no plano de saúde, com contribuição de 0,02 ponto percentual no IPCA de junho. Já o perfume recuou 3,26%, ajudando a deter a inflação em -0,04 ponto percentual, subitem de maior impacto negativo no IPCA do mês.
Os preços de itens monitorados pelo governo saíram de uma elevação de 0,70% em maio para uma alta de 0,60% em junho.
No acumulado em 12 meses, a inflação de serviços passou de 5,80% em maio para 6,18% em junho. A inflação de monitorados em 12 meses saiu de 4,86% em maio para 5,15% em junho.

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