Patrimônio Cultural Imaterial do Rio, festival atrai turistas e impulsiona diversos setores econômicosDivulgação/Fernando Souza
"A pesquisa revela que a Bienal do Livro Rio, que já estava entre os quatro maiores eventos do Rio, é não só um Patrimônio Cultural Imaterial da cidade, mas um importante ativo de desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado do Rio de Janeiro. Os eventos - tanto os de público final quanto os técnico-científicos e de negócios - têm papel de serem uma espécie de molas propulsoras da economia, capazes de impulsionar diretamente diversos setores", disse Milena Palumbo, CEO da GL events na América Latina.
O resultado foi uma Bienal de recordes. Foram mais de 740 mil pessoas e 6,8 milhões de livros vendidos, um crescimento de 23% em relação a 2023. Mais de 700 expositores participaram da festa literária.
"A Bienal é uma programação que atrai cada vez mais o público jovem, 81% têm até 34 anos. São pessoas ávidas pela leitura, que vão até lá para comprar os livros que desejam. Boa parte mora no estado, mas há um destaque interessante entre os que vivem fora do município do Rio. Entre eles, 76% afirmaram que a Bienal foi o principal motivo para visitarem a cidade, o que podemos chamar de turistas literários. Consequentemente, todo esse movimento impacta a economia dentro e fora dos pavilhões, desde a venda de livros até o aquecimento no mercado hoteleiro da cidade", analisa Samuel Barros, reitor do Ibmec Rio de Janeiro e coordenador técnico da pesquisa.
A pesquisa conduzida pelo Ibmec apontou ainda que, entre os visitantes de fora do município, 62% disseram que certamente retornariam à cidade nos próximos 12 meses, devido à boa experiência que tiveram. Os pesquisadores entrevistaram 2.897 pessoas durante o evento. O intervalo de confiança médio do estudo é de 95%.

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