Cinco dos oito setores analisados registraram alta mensalTomaz Silva/Agência Brasil
Segundo Guilherme Freitas, economista e cientista de dados da Stone, o crescimento das vendas em julho indicam uma recuperação parcial da atividade varejista, influenciada pela resiliência do mercado de trabalho, que continua sustentando o consumo.
"O dado positivo deste mês é relevante, mas ainda insuficiente para reverter a tendência de desaceleração que temos acompanhado ao longo do ano. Será preciso observar os próximos meses para avaliar se estamos diante de uma inflexão consistente, com o início de um período de crescimento mais forte do varejo, ou apenas de uma oscilação pontual", acrescentou.
Índice de Comércio Digital e Físico
O comércio digital registrou queda de 6,8%, enquanto o comércio físico cresceu 0,7% em julho. No comparativo anual, o digital também apresentou retração de 18%, e o físico teve recuo de 1,1%.
Segmentos
No recorte mensal, cinco dos oito segmentos analisados registraram crescimento em julho. Os resultados positivos foram liderados pelo setor de Material de Construção, com alta de 3,8%, seguido por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,2%), Artigos Farmacêuticos (1,1%), Combustíveis e Lubrificantes (0,8%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,7%).
No comparativo anual, o setor de Combustíveis e Lubrificantes foi o único que obteve crescimento entre os segmentos analisados, com alta de 1%. Entre os resultados negativos, o segmento de Móveis e Eletrodomésticos, registrou queda de 8%, seguido por Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (3,1%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (2,4%), Material de Construção (1,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (1%), Artigos Farmacêuticos (0,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,1%).
Destaques regionais
No recorte regional, apenas nove estados apresentaram crescimento no comparativo anual: Acre (6,5%), Tocantins (6,4%), Mato Grosso (4,2%), Amapá (3%), Roraima (2,2%), Pará (0,9%), Paraíba (0,7%), Rondônia (0,6%) e São Paulo (0,2%). Todos os demais registraram retração, com destaque para o Rio Grande do Sul, que teve a maior queda, de 7%, seguido por Amazonas (4%), Rio Grande do Norte (3,7%), Maranhão (3%), Mato Grosso do Sul (2,7%), Santa Catarina (2,5%), Paraná (1,6%), Bahia (1,5%), Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro (1,4%), Ceará e Distrito Federal (1,2%), Pernambuco e Goiás (0,9%), Minas Gerais (0,8%), Piauí (0,4%) e Espírito Santo (0,2%).

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