Em julho, o custo da cesta básica no Rio de Janeiro ficou em R$ 958,90Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em São Paulo, o preço médio da cesta básica registrou queda pelo terceiro mês consecutivo, com diminuição de 1,70% em julho. No acumulado semestral, a redução atingiu 4,56%, demonstrando uma tendência consistente de queda no custo de aquisição na capital paulista.
Curitiba registrou a maior diminuição no preço da cesta básica em julho, com uma redução de 2,3%. O preço médio da cesta caiu de R$ 767,14 para R$ 746,46, a maior retração mensal entre as capitais analisadas. No acumulado semestral, a variação foi mais modesta, com uma baixa de 2,34%.
Belo Horizonte também registrou uma diminuição no preço, com uma variação negativa de 2,24%, reduzindo o valor da cesta de R$ 690,74 para R$ 686,96. No acumulado dos últimos seis meses, a cidade apresentou uma alta de 3,04%, comparado aos R$ 666,68 registrados em fevereiro de 2025.
Diferente de outras capitais, Salvador observou um aumento de 0,56% no preço médio da cesta básica de junho (R$ 853,90) para julho (R$ 858,67). No acumulado semestral, a variação foi positiva em 4,12%, subindo de R$ 824,67 para R$ 858,67. O crescimento contínuo pode sinalizar uma pressão inflacionária para os consumidores baianos, comprometendo o orçamento das famílias e dificultando o acesso a itens da alimentação básica.
Fortaleza, por sua vez, teve uma leve queda de 1,57% no preço da cesta básica entre junho (R$ 866,07) e julho (R$ 852,45). No entanto, no acumulado dos últimos seis meses, o aumento foi de 2,09%, com o preço médio passando de R$ 834,98 em fevereiro para R$ 852,45 em julho. Essa oscilação sugere uma pressão moderada nos preços, com possível estabilização no curto prazo.
Brasília também apresentou uma redução de 2,45% no preço da cesta básica, que passou de R$ 832,94 em junho para R$ 812,53 em julho. Contudo, a variação semestral aponta para um aumento de 2,97%, subindo de R$ 789,11 em fevereiro para R$ 812,53 em julho. Esse movimento sugere uma correção recente, após um período de elevação dos preços.
Manaus registrou uma diminuição no preço médio da cesta básica em julho, caindo de R$ 761,81 em junho para R$ 749,47, uma variação de 1,62%. No acumulado do semestre, o preço apresentou uma queda de 3,81%, passando de R$ 779,16 em fevereiro para R$ 749,47 em julho. Essa redução consistente mostra uma trajetória de queda no custo da cesta básica na capital amazonense, contribuindo para o alívio no orçamento familiar da população local.
O aumento nos preços da carne bovina, pode ser explicado, em grande parte, pelo desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina. Em julho de 2025, o Brasil registrou um crescimento expressivo nas exportações, impulsionado pela forte demanda de mercados externos, como China e EUA, mesmo após o anúncio do governo norte-americano de elevação das tarifas sobre as importações brasileiras. Esse movimento, embora tenha sido positivo para o setor externo, tende a reduzir a quantidade de carne disponível para o mercado interno, criando uma pressão crescente nos preços domésticos.
Também mereceu atenção a carne suína em Fortaleza, que apresentou variação mensal de 6,57% e alta de 6,86% no semestre.
Na variação acumulada dos últimos seis meses, a cesta de consumo ampliada em Salvador apresentou a maior inflação entre as capitais analisadas, com alta de 3,86%. Nas demais cidades, observou-se queda nos preços: Curitiba (-10,48%), Manaus (-8,54%), Rio de Janeiro (-7,88%), São Paulo (-5,84%), Fortaleza (-2,90%) e Belo Horizonte (-0,18%). Em Brasília, no mesmo período, os preços permaneceram praticamente estáveis, com leve alta de 0,12%.

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