Com o resultado anunciado nesta terça, a inflação acumulou um aumento de 3,26% no anoAgência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou queda de 0,14% em agosto, após ter subido 0,33% em julho, informou na manhã desta terça-feira, 26, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou acima da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de queda de 0,21%, com intervalo entre retração de 0,28% a uma alta de 0,29%.

Com o resultado anunciado nesta terça, o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,26% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,95%, de acordo com o IBGE. As projeções iam de avanço de 4,80% a 5,41%, com mediana de 4,88%.
Habitação
Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 0,98% em julho para um recuo de 1,13% em agosto, uma contribuição de -0,17 ponto percentual para o IPCA-15.

A energia elétrica residencial caiu 4,93% em agosto, item de maior impacto individual negativo sobre o IPCA-15 do mês, uma contribuição de -0,20 ponto percentual. O resultado é consequência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas deste mês, explicou o IBGE.
Em agosto, permaneceu em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 à conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Quanto aos reajustes, houve altas de 4,25% em Belém a partir de 7 de agosto; 13,97% em uma das concessionárias em São Paulo em 4 de julho; de 1,97% em Curitiba em 24 de junho; de 14,19% em uma das concessionárias em Porto Alegre em 19 de junho; além de redução de 2,16% em uma das concessionárias do Rio de Janeiro em 17 de junho.

A taxa de água e esgoto subiu 0,29% em agosto, puxada pelo reajuste de 4,97%, em Salvador em 18 de julho. O gás encanado avançou 0,17%, após reajuste de 6,41% nas tarifas em Curitiba a partir de 1º de agosto e a redução de 1,22% no Rio de Janeiro em 1º de agosto.
Saúde
Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de uma elevação de 0,21% em julho para um aumento de 0,64% em agosto, uma contribuição de 0,09 ponto percentual para o IPCA-15.

Houve pressão dos aumentos nos itens de higiene pessoal, com alta de 1,07% e impacto de 0,04 ponto porcentual, e do plano de saúde, com elevação de 0,51% e contribuição de 0,02 ponto porcentual.

O aumento no plano de saúde reflete a incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

"Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o porcentual é de até 6,06%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 6,47% e 7,16%, a depender do plano", lembrou o IBGE.
Alimentação
O gasto das famílias brasileiras com alimentação e bebidas recuou em agosto pelo terceiro mês consecutivo, ao sair de uma redução de 0,06% em julho para um recuo de 0,53% em agosto. Esse resultado gerou uma contribuição de -0,12 ponto percentual para a taxa em queda de 0,14% registrada pelo IPCA-15.

A alimentação no domicílio diminuiu 1,02% em agosto. Ficaram mais baratos a manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%), tomate (-7,71%), arroz (-3,12%) e carnes (-0,94%).

A alimentação fora do domicílio aumentou 0,71%. A refeição fora de casa subiu 0,40%, e o lanche avançou 1,44%.
Despesas pessoais
Os gastos das famílias brasileiras com Despesas pessoais passaram de uma elevação de 0,25% em julho para um aumento de 1,09% em agosto, uma contribuição de 0,11 ponto percentual para o IPCA-15.

O resultado do grupo foi impulsionado pelo reajuste nos jogos de azar vigente desde 9 de julho. Os jogos de azar aumentaram 11,45% em agosto, item de maior pressão sobre o IPCA-15 do mês, 0,05 ponto percentual.