Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone TebetMarcelo Camargo / Agência Brasil

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta terça-feira, 2, que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre de 2025 mostra que o País continua no "caminho certo", com expansão da renda e diminuição das desigualdades.

O PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro, pouco acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,3%. As estimativas do mercado iam de zero a 0,5%.

"O Brasil segue no caminho certo, com mais renda e menos desigualdade. É crescimento com justiça social. Vamos seguir nesse caminho!", publicou Tebet, nas suas redes sociais.
Fazenda diz que projeção de alta de 2,5% para 2025 tem leve viés de baixa
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda informou, por meio de nota, que tem um "leve viés de baixa" na sua projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2025, de 2,5%. 

"A estimativa de crescimento de 2,5% para 2025 tem leve viés de baixa, devido à desaceleração mais acentuada do crescimento no segundo trimestre, comparativamente ao esperado em julho na divulgação do último Boletim Macrofiscal, e ainda em repercussão aos efeitos defasados e cumulativos da política monetária na atividade econômica", diz a nota informativa publicada pela SPE.

Nas contas da secretaria, o carrego estatístico para o PIB de 2025 passou de 1,8% para 2,3%.

A SPE espera que o PIB desacelere na passagem para o terceiro trimestre, com um crescimento na margem pouco menor do que o observado no segundo. Segundo a secretaria, o mercado de trabalho resiliente pode continuar sustentando a economia, com apoio do pagamento de precatórios e da recente expansão do crédito consignado privado. A desaceleração no mercado de crédito, com alta nos juros e inadimplência, pesa no sentido oposto.

Em relação aos resultados do segundo trimestre, a SPE destacou uma queda menor que a esperada no PIB agropecuário (-0,1%) e um desempenho levemente abaixo do previsto na indústria (0,5%).

"Pela ótica da demanda, foi surpresa o recuo no consumo do governo e a queda maior que esperada nas importações. Em compensação, o consumo das famílias cresceu acima do esperado", diz a secretaria.